Economia & Negócios
|  N° Edição:  2104 |  05.Mar.10 - 21:00 |  Atualizado em 25.Mai.12 - 10:29

Problemas americanos

Hillary volta aos EUA sem conseguir contornar conflitos comerciais com o Brasil e Obama cancela visita a Lula

Claudio Dantas Sequeira

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“Os brasileiros dizem que falta confiança na relação com os EUA”
Hillary Clinton, secretária de Estado

A “agenda positiva” que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pretendia inaugurar em sua passagem por Brasília, na quarta- feira 3, deverá ser esquecida no fundo da gaveta. Pelo menos até o final do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do banquete protocolar, a recepção a Hillary no Itamaraty foi muito pouco diplomática. Tanto Lula quanto o chanceler Celso Amorim preferiram usar o encontro para marcar posições em defesa das negociações com oIrã e abordar, de forma franca, os conflitos comerciais que envolvem as barreiras tarifárias ao etanol e a retaliação autorizada pela OrganizaçãoMundial do Comércio (OMC) no caso do algodão. Hillary, que esperava um contato amistoso no qual convenceria o governo brasileiro a comprar caças F-18 Super Hornet, foi embora decepcionada. “Os brasileiros dizem que falta confiança na relação com os EUA”, lamentou ela com seus assessores. O pior para a secretária de Estado foram as declarações de Amorim a respeito do apoio de Lula ao Irã. “Não podemos nos curvar. Temos de pensar com nossa própria cabeça”, bradou Amorim. Lula, por sua vez, afirmou que não se pode “emparedar o Irã”. A consequência mais imediata da posição do Brasil, segundo apurou ISTOÉ, será a suspensão “sine die” da visita do presidente Barack Obama, que deveria ocorrer no primeiro semestre.

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SEM DIPLOMACIA
Amorim: “Não podemos nos curvar”

“A viagem foi posta de lado”, garante um diplomata que participou do encontro entre Amorim e Hillary. Uma última tentativa de aproximação será feita na terça- feira 9, com a chegada do secretário de Comércio americano, Gary Locke. Mas também não deve frutificar, pois Amorim anunciou que a lista de produtos americanos sujeitos a represálias autorizadas pela OMC contra os subsídios dos EUA ao algodão será divulgada na véspera. A OMC autorizou o Brasil a retaliar em até US$ 830 milhões anuais os produtos  americanos e o governo trabalha numa lista de até 120 itens que sofrerão sobretaxa de importação. Sobre a possibilidade de uma contrarretaliação americana, Amorim abusou da ironia: “Desse susto eu não morro. Não posso imaginar que os EUA, que promoveram a criação do Acordo Geral de Tarifas e Comércio, da OMC, vão usar um instrumento fora das regras internacionais”, disse. Hillary demonstrou boa vontade: “Temos tempo para tentar resolver isso de maneira pacífica e produtiva.”

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Na opinião do professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, “os empresários de ambos os países têm mais a ganhar com a ampliação da pauta do que com a aplicação de sanções que tendem a alimentar um ciclo negativo.” Ele ressalta que a decisão favorável junto à OMC pode ser uma “moeda de troca” em outras negociações. Daí o esforço dos EUA numa agenda positiva que ajude a abrir o mercado brasileiro para as exportações americanas. Com a recente aprovação na Câmara de um acordo para a troca de informações tributárias, espera-se avançar nas negociações sobre o fim da dupla tributação. Mas nada disso vai avançar enquanto persistir o impasse diplomático sobre a questão nuclear iraniana. 

Riccardo

EM 06/03/2010 13:08:40

E trist que o Brasil se ve associado com um pais da idade media como o ira. E o pena para o Brasil ter lideres tao retrogrados. Mas os poiticos sao a imagem do povo, infelizmente


ronaldo soriano

EM 06/03/2010 11:31:28

o amorim e o lula pensam que eles é que são os estados unidos. andam de mãos dadas com aquele tirano sanguinário do irã, um país de trogloditas que ainda vivem na escuridão mental. tenho pena dos brasileiros qu estão nas mãos desses dois " goiabas ".


J.I.Gonçalves

EM 05/03/2010 23:38:23

O nosso megalonanico ministro das relaçoes exteriores aje como se fosse um assalariado em inicio de mes. Com a bola toda paga todas mas no final acaba pedindo dinheiro emprestado ou bebendo o que lhe oferecem. Macaco velho não enfia a mão na cumbuca.





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