Testemunha do aquecimento
Fotógrafo brasileiro registra ambientes ameaçados pela ação do homem e mostra o resultado em exposição e livro que fazem um alerta sobre o futuro do planeta
André Julião
Assista à reportagem sobre as tribos mais preservadas da África : Faz calor na Groenlândia, um dos poucos territórios habitados do Ártico. Deitados sobre uma pedra, turistas dinamarqueses observam incontáveis blocos de gelo flutuando no mar. Ao avistar um fotógrafo clicando a cena, uma das mulheres do grupo pergunta de onde ele é. “Brasil”, responde. A europeia então arremata: “Isto aqui está igual a Copacabana, não?” A situação, vivenciada pelo fotógrafo Érico Hiller, demonstra de forma sutil como o planeta está esquentando. Revela também a posição privilegiada em que ele se encontrava para realizar as imagens de “Ameaçados – Lugares em Risco no Século 21”, exposição em cartaz entre os dias 8 de fevereiro e 25 de março no Museu da Casa Brasileira (São Paulo). Uma das revelações que o fotógrafo traz na exposição de 45 imagens (e em um livro, a ser lançado em março) é o testemunho das pessoas que vivem nos lugares que estão sendo alterados por conta do aquecimento global e de outras ações humanas. “Os moradores normalmente não percebem. São mudanças muito sutis”, diz. “É como perguntar para um brasileiro que vive nos domínios da Mata Atlântica se ele sabe o tamanho da ameaça que sofre esse bioma”, diz. “Pouquíssima gente tem real noção do problema”, completa. A ideia de Hiller, que contou com patrocínio privado para realizar o projeto, era fazer um inventário de um planeta minguante. “Ficaria muito feliz se esse trabalho fosse o início de uma discussão séria sobre os temas retratados. Tentei fazer a minha parte”, afirma o fotógrafo. 

DEGELO
Pesquisador dinamarquês observa os efeitos do aquecimento na
Groenlândia. Abaixo, no detalhe, o fotógrafo mineiro Érico Hiller
Além da Groenlândia, Hiller esteve no vale do rio Omo, na Etiópia, subiu duas vezes o Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, visitou as Ilhas Maldivas, no Oceano Índico, e percorreu diversos pontos do Brasil para registrar as ameaças à Mata Atlântica. Todas as expedições foram realizadas entre março e dezembro do ano passado. “Queria ver de perto o que eu só ouvia falar a respeito”, diz o mineiro radicado em São Paulo, que em 2008 lançou “Emergentes”, livro no qual registra as mudanças sociais causadas pelo crescimento econômico de China, Índia, México, Argentina, Rússia e, claro, Brasil.

ecologico
EM 04/02/2012 15:12:13
Pessoas conhecimento como vocês é que fazem esse país cheio de corrupção, pessoas alienadas, que pouco se importam com os outros, somente com vocês mesmo. Quando vejo projetos como Montauk, HAARP e outras teorias conspiratórias vejo que fazem mais sentido do que acreditar que vocês poderão mudar.
Fabiano
EM 04/02/2012 15:05:48
Deus vai intervir em nosso planeta em breve,graças a ELE não dará tempo para o homem destruir mais a Terra.
ecologico
EM 04/02/2012 15:03:03
Sinceramente, cansei de discutir com pessoas como vocês, em vez disso vou continuar meu estudo cientifico na area para, junto com outros cientistas, encontrar uma maneira de reverter o que pessoas como voces estão causando. Em vez de ganharmos obrigado, somos xingados e desprezados.
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