IBGE: 15% da Floresta Amazônica já foi derrubada
No cerrado, o desmate já chega a 48%
AE
Apesar da redução do ritmo de desmatamento na Amazônia nos últimos cinco anos, a área total derrubada já representa 15% da floresta original. O processo acentuou-se nas últimas quatro décadas e foi concentrado nas bordas sul e leste da Amazônia Legal, o chamado Arco do Desmatamento. É o que mostrou nesta quarta-feira (1º) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua pesquisa "Indicadores de Desenvolvimento Sustentável", referente ao ano de 2010. Segundo o instituto, após um período de crescimento quase contínuo da taxa de desflorestamento entre 1997 e 2004, quando atingiu um pico, os valores para 2009 indicam que a área desmatada representa um terço do que foi verificado no ano de 2004. No período de 2007 a 2009, houve queda de 63% dos focos de queimadas e incêndios florestais no País, de 188.656 para 69.702, seguindo a tendência de queda nas taxas de desflorestamento da Amazônia. Já segundo o Imazon, ONG que também monitora o desmatamento, usando técnicas diferentes das do Inpe, a redução da área desmatada no período (2009-2010) foi de 16% em relação ao ano anterior. O dado é importante porque a principal fonte de emissão de gases causadores do efeito estufa no País é a destruição da vegetação natural, com destaque para o desmatamento na Amazônia e as queimadas no Cerrado. A atividade representa 75% das emissões brasileiras de CO2, responsável por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa. Cerrado A cobertura original do Cerrado foi reduzida praticamente à metade no País, de 2.038.953 quilômetros quadrados para 1.052.708 km2, com área total desmatada de 986.247 km2 (48,37%) até 2008. Somente entre 2002 e 2008 foram destruídos 85.074 km2 (4,18% do total), segundo pesquisa do IBGE. De acordo com levantamento, os Estados que apresentaram maior área desmatada no período, em termos absolutos, foram Mato Grosso (17.598 km2), Maranhão (14.825 km2) e Tocantins (12.198 km2). As taxas de desmatamento no bioma são mais altas que as apresentadas para a Floresta Amazônica, o que implica "medidas urgentes de proteção", afirmou o IBGE. Até 2002 houve tendência de aumento de áreas desmatadas do Sul e do Sudeste, principalmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já no período de 2002 a 2008, isso ocorreu mais para o Norte e Nordeste. É primeira vez que o IBGE usa dados do Cerrado no IDS.
Renan
EM 02/09/2010 07:32:48
Com tantas tecnologia existente ainda existem desmatamento no Brasil. As leis de meio ambientes nesse país são muito branda, é só pagar uma multa que o indivíduo já é liberado. Aliás, tem mais a corrupção que acontece no IBAMA, onde um proprietário de terra paga uma taxa nas mãos dos agentes.
RASTAQUERA
EM 01/09/2010 21:30:18
NA AMAZONIA, CADA UM FAZ O QUE BEM ENTENDE; NÃO TEM LEI. É TERRA DE NINGUEM; E, ONDE SÓ VALE A LEI DO MAIS FORTE; QUEM NÃO CONCORDA, VIRA CELEBRIDADE, COMO CHICO MENDES; E, TANTOS OUTROS VIRARAM.
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