investigação
|  ISTOÉ Online |  26.Ago.10 - 11:49 |  Atualizado em 02.Fev.12 - 19:29

Violação de sigilo na Receita atingiu mais três tucanos

Além de Eduardo Jorge, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado tiveram dados liberados

AE

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A Receita Federal vasculhou, em sequência e num mesmo dia, os dados fiscais sigilosos do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de mais três pessoas ligadas ao comando do partido. A operação foi revelada ontem à tarde pelo portal estadão.com.br.
Até então, sabia-se que apenas os dados de Eduardo Jorge haviam sido alvo de acesso e vazamento, com a finalidade de municiar um dossiê para uso da campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. As consultas ocorreram num intervalo de 15 minutos e atingiram outros três nomes vinculados à direção tucana. No dia 8 de outubro de 2009, servidores do Fisco abriram, a partir do mesmo computador, os dados sigilosos de Eduardo Jorge e de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado.
Essa revelação enfraquece a versão de acesso funcional aos dados de Eduardo Jorge e dá munição para a oposição acusar o governo de abrir sigilo sem motivação interna, mas com objetivos políticos para fabricar dossiês na campanha eleitoral. Mendonça é ex-ministro das Comunicações do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio foi diretor do Banco do Brasil na gestão tucana e Preciado é casado com uma prima de José Serra.
Os nomes deles estão no processo aberto pela corregedoria da Receita para saber quem abriu os dados de Eduardo Jorge e por que foram acessados em terminais da Delegacia da Receita Federal em Mauá (SP). O conteúdo das declarações de renda do vice-presidente do PSDB foi parar num dossiê que passou pelas mãos de integrantes do comitê de campanha da candidata do PT à Presidência. Em junho, o jornalista Luiz Lanzetta teve de deixar a campanha petista por envolvimento no episódio.
Até o momento, o processo aberto pela Receita pouco avançou para descobrir e, dependendo da conclusão, punir quem acessou os dados fiscais de Eduardo Jorge e dos outros três personagens ligados ao PSDB. Em depoimento à Receita, a servidora Antonia Neves Silva alegou que repassou a senha a outras duas colegas de trabalho, e nega envolvimento na consulta às declarações de renda. As outras duas funcionárias, Ana Maria e Adeilda, também afirmam que não são responsáveis por abrir esses dados fiscais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Rogério Rosa

EM 28/08/2010 14:31:52

Não se pode acusar nem a oposição de se estar alardeando o fato com um possível factoide político. ou a situação pela responsabilidade da exceção. Necessário é apurar com serenidade e punir os responsáveis pelo crime.


Francisco Lima

EM 27/08/2010 17:19:44

Quem ganha com o episódio? Quem está por baixo ou quem está por cima? A quebra de sigilo fiscal dos tucanos e da Ana Maria Braga vai ajudar a vender jornais e revistas. Não há vontade de descobrir a verdade verdadeira, pois a fonte que forneceu o "dossiê" à FSP tinha a intenção de prejudicar quem?


Acorda STF

EM 26/08/2010 18:49:00

A maior culpa é dos ministros do STF que fingem não ver nada!


luiz carlos ferraz torres

EM 26/08/2010 14:26:12

É uma situação assustadora. Imaginem o (DES)governo que aí está continuar por mais oito ou dezesseis anos!?. Infelizmente o nível de campanha política no Brasil é de uma pobreza alarmante; é feita para os menos esclarecidos, que não tem acesso a informações. ONDE iremos parar??!! dilma?!





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