Não mexe que está bom
Para os governos estaduais, assim como para a disputa presidencial, pesquisas mostram que o eleitor brasileiro entra na onda da continuidade. Pelos menos 15 candidatos da situação lideram a corrida
Sérgio Pardellas
Em 1986, quando o brasileiro viveu a euforia do Plano Cruzado, as urnas em todos os Estados deram vitórias acachapantes aos candidatos do governo. Ninguém se mostrava disposto a qualquer mudança de rumos. Agora, em 2010, o fenômeno se repete. Independentemente de partidos, o eleitor indica que só pensa em continuidade. O consumo, o emprego em alta e a sensação de bem-estar da população têm influenciado decisivamente na hora da definição do voto não só na eleiçao presidencial como nas disputas regionais. Quando a economia do País vai bem, como agora, bater de frente com o governo, seja ele federal, seja estadual, vira uma tarefa inglória para um candidato de oposição. Resta ao oposicionista fazer críticas pontuais e prometer avanços nas áreas que vêm dando certo. O problema é que o discurso fica sem identidade e acaba por não seduzir o eleitor. É o que mostram as recentes pesquisas de opinião. Nas eleições estaduais, os candidatos à reeleição ou aqueles apoiados pelos atuais governantes são amplamente favoritos em pelo menos 15 Estados. Em outros quatro Estados, mesmo não liderando a corrida sucessória neste momento, os candidatos governistas estão no páreo. “Se quiséssemos eleições mais marcadas pela continuidade, seria difícil encontrar”, constata o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra. Com o País navegando de vento em popa, até mesmo os candidatos de partidos de oposição ao governo federal, mas que representam a situação nos Estados, aproveitam para surfar na onda da continuidade. É o caso de São Paulo. No Estado, beneficiado pelo crescimento industrial recorde em maio de 2,3%, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, lidera a disputa pelo governo com 50% das intenções de voto. O segundo colocado, Aloizio Mercadante, do PT, aparece com 14%. “Os candidatos que dominam a máquina se beneficiam com o momento de crescimento econômico. Inclusive os de oposição”, diz o cientista político Murilo de Aragão. O PSDB governa São Paulo há praticamente 16 anos e, confirmada a vitória de Alckmin, os tucanos conquistarão o quinto mandato consecutivo. “As prefeituras menores são dependentes da máquina estadual. Muitos prefeitos temem mudar”, justifica o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo. No Rio de Janeiro, o candidato à reeleição Sérgio Cabral (PMDB) se vale do fato de ter os dois trunfos eleitorais nas mãos. Além de um governo muito bem avaliado, conta com o apoio do presidente Lula. Como consequência, desfruta folgada liderança com 58%, contra 14% de Fernando Gabeira (PV). Situação semelhante vivem os candidatos à reeleição na Bahia, Jaques Wagner (PT), e em Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Apoiados por Lula, personificam o discurso de continuidade tanto no plano regional como no federal. Por razões distintas, as governadoras do Pará, Ana Júlia Carepa, do PT, e do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, do PSDB, encarnam as exceções à regra. Com 53% de desaprovação, Ana Júlia brigou com o PMDB local, meteu-se numa briga com ruralistas e, hoje, pelas pesquisas, está atrás do ex-governador Simão Jatene, do PSDB. Já Yeda Crusius, candidata à reeleição pelo PSDB, alvo de denúncias de corrupção, amarga o terceiro lugar na disputa, atrás de José Fogaça (PMDB) e do ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, que lidera com 37%. Nos dois casos, vale o inverso do provérbio popular: em time que está perdendo, se mexe.



Moura Piauí
EM 28/08/2010 12:14:32
A maior vitória Tucana no Brasil será no Piauí, estado mais pobre da federação, administrado pelo PT por 8 anos, plataforma de um dos espetaculares programas que esse país já mais viu: "FOME ZERO"... kkkk... Agora ver o candidato tucano com "chapa pura" à frente de seus adversário$ !! ... SERRA 45.
Arnaldo Stroelle
EM 24/08/2010 18:20:29
Em Sao Paulo, a unica preocupacao do Alckmin sera com a reeleicao em 2014, pois esta de 2010 ele ja levou facil no 1o turno.
ruellá
EM 24/08/2010 01:05:18
o crime se organizou em sp na gestão psdb'PIOR SALARIO DO BRASIL", os alunos não vão à escola devido ao trafico e insegurança, e ainda tem idiota(estou ofendendo os idiotas, sorry)querendo votar no alquimimmmm?
Francisco Buarque
EM 23/08/2010 11:37:32
É muito óbvio que em países que têm estabilidade econômica o eleitor tende a ser mais conservador e prefere não arriscar. Logicamente que os ventos eleitorais começam a mudar quando há um novo ambiente político, isto aconteceu, por exemplo, na primeira eleição de Lula e deve acontecer com o PT.
Mestre Chico Barão
EM 23/08/2010 10:39:59
No Para o problema é que a Ana não deu espaço para o PT , DAS em seu mandato torno-se D= Democracia A= Ana S= Socialista , vale lembrar que ela pertence a DS = Democracia Socialista ou seja primeiro os meus , , quanto ao PMDB ela deu as secretarias prometidas porem tirou o orçamento
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