Seu bolso
|  N° Edição:  2126 |  06.Ago.10 - 21:00 |  Atualizado em 10.Fev.12 - 08:45

Velhos novos drinques

Eles foram repaginados e mudaram no sabor, na textura e apresentação - mas a tradição permanece no ritual

Monique Oliveira

O uísque mais leve, a cerveja mais forte, uma delas lembrando espumante. A vodca quatro vezes destilada. Bebidas tradicionais se ­sofisticaram, mudaram no sabor e na textura, com a única finalidade de agradar aos paladares exigentes. Aqui, o tradicional uísque Jack Daniel’s vira o Gentleman Jack. Por permanecer nos andares inferiores do armazém, sofre menos oscilação de temperatura e fica mais suave. Já as cervejas ganharam as qualificações de premium, gourmet ou artesanais. Elas possuem maior teor alcoólico e tendem a ser mais “bem cuidadas” que as tradicionais – desde os ingredientes básicos até os conservantes finais.

Com a edição Lust da Eisenbahn, a cevada se sofisticou: depois da fermentação e maturação normal dentro da cervejaria, ela é enviada a uma vinícola e passa pelo método de produção champenoise, a fermentação secundária que produz o champanhe. Também há aquelas que mudaram para se aproximar da tradição: a Smirnoff Black se apresenta como a única vodca com paladar e processo de fabricação idênticos aos da consumida na Rússia imperial. Destilada três vezes em colunas e, depois, uma última vez em alambique de cobre, a bebida ganha textura aveludada.

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