Banquete de cargos
Como último ato de uma gestão polêmica, o chanceler Celso Amorim quer dobrar o número de funcionários do Itamaraty
Claudio Dantas Sequeira
A menos de quatro meses de deixar o posto, o chanceler Celso Amorim trabalha nos bastidores para ampliar seu polêmico legado à frente do Ministério das Relações Exteriores. Depois de flexibilizar o ingresso à carreira de diplomata, ampliar seus quadros, modificar a estrutura da Secretaria de Estado e multiplicar o número de embaixadas, o ministro prepara-se para realizar a maior contratação de funcionários da história do Itamaraty. O plano de Amorim, obtido por ISTOÉ, prevê a criação a partir do próximo governo de quase 1.500 cargos, o que praticamente duplicará o atual número de funcionários, impactando fortemente a folha de pagamentos. Hoje, o Itamaraty gasta R$ 940 milhões só com pessoal. Essa megarreestruturação, que está sendo consolidada em projeto de lei, inclui a criação de 400 novos cargos de diplomatas e mais 1.065 oficiais de chancelaria. Para justificá-la, Amorim alega que é preciso adequar a “estrutura de recursos humanos aos crescentes desafios” do cenário internacional. Na exposição de motivos, ele explica que o Itamaraty tem se empenhado na “transformação da relação do Brasil com as grandes potências” e na “articulação das alianças estratégicas com os grandes Estados da periferia”. Foram esses motivos que fundamentaram nos últimos oito anos a abertura de 64 novas embaixadas, muitas delas em países de pouca expressividade política ou comercial. Hoje, há 223 representações diplomáticas. Além da ampliação dos quadros, a cúpula do Ministério incentiva também uma proposta de reajuste dos salários dos diplomatas, que pode chegar a 17,9%. Um terceiro secretário, por exemplo, posto de entrada na carreira, passará dos atuais R$ 12.962 para R$ 15.280. O salário de um embaixador sairá de R$ 18.478 para R$ 19.451. Mas o presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), embaixador José Botafogo Gonçalves, questiona a ampliação dos quadros da diplomacia e defende que Amorim seja convocado pelos parlamentares para explicar o cálculo para as novas contratações.
DIPLOMACIA
Projeto de lei prevê a criação de 400 novas vagas de embaixador
PV
EM 22/12/2011 11:53:04
Cláudio Dantas, não são 400 vagas para embaixador. Até porque, para ser embaixador, existe um plano de carreira e a maior parte dos diplomatas não chega até la Falta avisar também que essas vagas serão preenchidas gradualmente (60 por ano). Parece que o intuito da reportagem é mais de criar polêmica
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EM 01/08/2011 00:13:40
Como Um Embaixador , ganhar 19 000 chega a ser pouco perto do trabalho que é ser embaixador.
Daniela
EM 16/01/2011 11:17:57
Temos que aumentar e valorizar o quadro diplomático para que possamos ter nossa indústria valorizada no exterior. Os diplomatas são os negociadores do Brasil no comércio exterior e são importantes para a nossa economia.
Daniela
EM 16/01/2011 11:13:21
Concordo com o min. Amorim, pois o aumento no quadro vai aumentar o comércio com outros países, trazendo imensos benefícios econômicos para o Brasil. Diplomatas são preciosos meios de trazer mais investimentos e exportações para a indústria e o comércio brasileiro. Só temos a ganhar com isso.
Pequenas Cousas
EM 28/11/2010 04:49:15
Sem falar na tal Fundalçao Alexandre de Gusmão que foi criada pra dar uma ajudazinha pros diplomatas ganharem um unzinho a mais. http://www.pequenascousas.com/2010/11/gradilone-vai-ganhar-3-mil-reais-por-um.html
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