Nova investigação
Parlamentares pedem que Procuradoria da República reabra caso do acordo suspeito entre a Telebrás e o amigo do então ministro Hélio Costa
Hugo Marques
Com base em reportagem publicada na semana passada por ISTOÉ sobre um acordo milionário entre a Telebrás e o empresário Uadji Menezes, amigo do ex-ministro Hélio Costa, quatro parlamentares entraram com duas representações na Procuradoria-Geral da República. Os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP), Raul Jungmann (PPS-PE), Chico Alencar (Psol-RJ) e Fernando Gabeira (PV-RJ) pediram a abertura de inquéritos civil e criminal contra Costa, o ex-presidente da Telebrás, Jorge da Motta e Silva, e o empresário Uadji. Em 2006, a Telebrás aceitou pagar R$ 254 milhões ao empresário, abrindo mão de recursos na Justiça. “Fiquei assustado com a dimensão da irresponsabilidade do acordo e da quantia vultosa de recursos envolvida nessa transação”, diz o deputado Carlos Sampaio. “Esse acordo é uma coisa inacreditável, pelo amor de Deus, jamais poderia ter sido feito.” Os parlamentares entregaram as representações nas mãos da subprocuradora-geral, Débora Duprat. “Isso é muito grave”, disse a subprocuradora aos deputados. Jungmann, que integrou a comitiva, acredita que os envolvidos deverão ser chamados para depor, pois a AGU concluiu que o acordo foi feito com base em laudo pericial com erros, que elevaram os valores em favor de Uadji. “Cabe ao ex-ministro Hélio Costa apresentar suas justificativas”, diz Jungmann. Os parlamentares querem que a Procuradoria instaure inquérito civil por improbidade administrativa. Eles acreditam que a nota da Advocacia-Geral da União mostrando que o acordo deu um prejuízo de R$ 169 milhões ao erário é uma das principais provas contra Hélio Costa, Uadji e Jorge da Motta e Silva. “Mencionado acordo extrajudicial foi lavrado à época em que o representado Hélio Costa era ministro das Comunicações”, diz a representação. “Portanto, responsável, em última instância, pelas ações administrativas dessa estatal federal presidida, na ocasião, pelo senhor Jorge da Motta e Silva.” “Esse acordo é inacreditável, pelo amor de Deus, Para os parlamentares, é necessário reabrir o inquérito penal, arquivado pelo ministro Ricardo Lewandowski em 2008, para investigar o acordo da Telebrás com Uadji. Lewandowski, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, concluiu que não existia “indícios de práticas de crimes” no acordo. Como principais testemunhas, o inquérito na época ouviu os próprios acusados de fechar o acordo suspeito. O deputado Carlos Sampaio diz que não se pode contestar um estudo da própria AGU, um órgão ligado à Presidência da República. A AGU concluiu em 2007 que os valores fixados no acordo entre a Telebrás e a empresa de Uadji “são excessivos e lesivos ao patrimônio tanto da Telebrás quanto da própria União”, mas este parecer só agora chegou ao MPF. Sampaio diz que isso derruba todos os argumentos dos envolvidos, sobre eventual perseguição em período de campanha política. “A AGU é um órgão que defende a União, da qual o Hélio Costa fazia parte”, diz Carlos Sampaio. “Nunca vi perseguição dentro de casa.”
ENCERRADO
Sem analisar parecer da AGU, o Supremo inocentou Hélio Costa 
jamais poderia ter sido feito dessa maneira”
Carlos Sampaio, deputado (PSDB-SP)
LUIZ PRECIOSO
EM 24/08/2010 09:21:01
E esse cidadão quer ser governador de Minas, de jeito nenhum, não merecemos quatro anos de atraso, pouco caso com as classes mais pobres, e suspensão das ações do governo Aécio/Anastasia, que se de um lado não agradou a todos, pelo menos estabilizou as contas do Estado e o preparou para o futuro.
Tânia
EM 12/08/2010 16:43:24
Que corrupção!!!!!!!!!!!!! Que vergonha!!!!!!!!!!!!!!!!
juliano lopes lobato
EM 11/08/2010 15:22:03
Que vergonha!! Mas também o partido dele é o mesmo do Newton Cardoso.
roberto rocha
EM 09/08/2010 08:25:20
A questão não reside nos acusados de malversação e corrupção do erário. A responsabilidade por tudo de ruim que vem ocorrendo "neste país" é do Poder Judiciário - peitado, oneroso e inepto - em todos os seus níveis. O estado de direito pós 88 é uma farsa. Só bandidos têm direito e vez. Roberto BH.
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