Marina ficou mais magra
Com poucos aliados, falta de ideias novas e dificuldade em ampliar o discurso, a candidata do PV à Presidência encolhe nas pesquisas eleitorais
Claudio Dantas Sequeira e Adriana Nicacio
Um futuro sombrio ameaça a candidatura de Marina Silva (PV). Um mês depois do início da campanha e após diversas viagens e comícios por todo o País, a senadora ainda patina nas pesquisas de intenção de voto sem conseguir ampliar seu eleitorado. Segundo a última pesquisa Ibope, Marina teria até encolhido de 10% para 7%. A polarização entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra, que se revezam na liderança, parece afunilar o caminho da candidata dos verdes, que carece de alianças com outros partidos para dar capilaridade a sua campanha. Apegada aos preceitos evangélicos e ambientais, Marina tem dificuldade de ampliar o teor de seu discurso no palanque, embora já tenha demonstrado não ser “monotemática”. Para piorar, o que ela tinha de original em seu programa de governo foi absorvido aos poucos pelas campanhas concorrentes, o que representa um desafio ainda maior para quem tem apenas um minuto e dez segundos no horário gratuito da tevê. “Nosso desafio é massificar a campanha para tornar Marina conhecida do grande público. É dificílimo porque o Serra é muito conhecido, tem um recall altíssimo, e Dilma conta com um cabo eleitoral de primeira grandeza, o Lula”, constata o coordenador da campanha do PV, João Paulo Capobianco. “Por isso, vamos apostar todas as fichas na tevê e no rádio”, diz. Os debates, como o realizado pela Rede Bandeirantes na quinta-feira 5, são uma oportunidade para Marina se apresentar como alternativa “mais viável que Serra” para derrotar Dilma. “É a nossa chance de conquistar o voto das mulheres pobres, da juventude e da classe média”, diz o presidente do PV do Rio, Alfredo Sirkis. Ele diz que não está preocupado com o Ibope e que pesquisas internas do partido mostram Marina com dois dígitos. “No Rio ela tem 14%, em São Paulo tem 12% e em Minas Gerais, 11%.” Sirkis tem esperança na reedição do crescimento obtido por Eduardo Paes na campanha para a Prefeitura do Rio em 2008. “Ele nem aparecia nas intenções de voto, mas nas últimas duas semanas assumiu a liderança e venceu”, lembra. A falta de cabos eleitorais de peso, segundo os caciques do PV, pode ser compensada pelo grande número de candidatos que o partido lançou a governos estaduais, ao Senado e à Câmara. “Eles começaram a campanha agora e são de fato importantes para uma dispersão maior da candidatura de Marina”, diz Capobianco. O cientista político Antônio Lavareda acredita na possibilidade de crescimento da candidata com sua participação nos debates televisivos, apesar do tempo diminuto no horário gratuito. E garante que Marina não corre o risco de perder o patrimônio eleitoral já conquistado. “Ela não vai cair mais do que isso. Na pior das hipóteses, se mantém nesse patamar”, diz Lavareda. Para Capobianco, a única certeza da coordenação da campanha é que Marina, mesmo estancada nas pesquisas, será “decisiva” num segundo turno. Se é que haverá segundo turno.
IMAGEM
Marina acredita que crescerá com a tevê e o rádio

Almeida
EM 11/08/2010 15:40:47
É evidente a proposta da revista no sentido de desqualificar a candidata Marina Silva, que até o momento se apresentou como a mais coerente e a mais consistente nesse confronto. Parece mais matéria encomendada. Na análise nem se comenta os erros percentuais +-2%, que a coloca em situação estável.
Elisa Marie
EM 09/08/2010 16:14:35
Me estranha ver uma matéria como esta. Marina de todos os candidatos é a única que traz o olhar de uma nova forma de fazer política. Esta ideia nova nada mais é do que "a ideia" nova traz, que reformula todo os sistema de estruturação governamental de nosso país. Vejo que é a unica opção que temos.
RASTAQUERA
EM 09/08/2010 08:46:47
MARINA É BOA GENTE, MAS NÃO EMPLACA DE PRESIDENTE. FALTA-LHE POSE PARA O CARGO.
Luciano Gontijo
EM 08/08/2010 20:48:34
Marina tem uma proposta arejada e coerente, acho que tem que dar o exemplo em nosso cenário e pensar na disputa política como uma sequência; dar o seu recado despreocupada com a vitória e consolidar a impressão de ser a candidata do futuro.
Waldir
EM 07/08/2010 21:27:57
ESTÁ SE ESQUECENDO QUE NEN SEMPRE QUEM DIZ A VERDADES É O VITORIOSO OU ELA ACHA QUE TUDO O QUE O SERRA E A DILMA FALAM IRÃO FAZER. OS MAIORES GRUPOS DE ELEITORES AS CLASSES B,C,E D SE ILUDEM FACILMENTE ILUDIDOS POR MARQUETEIROS VOTAM NAQUELES QUE OS ENGAMAN MELHOR OMITIR NÃO É MENTIR ESTA É A ESTRAT
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