Comportamento
|  N° Edição:  2125 |  30.Jul.10 - 21:00 |  Atualizado em 25.Mai.12 - 08:06

A renovação de Mano

Em um único lance, o novo técnico da Seleção prepara o grupo que irá à Olimpíada, muda a cara do time e atende aos desejos da torcida

Francisco Alves Filho

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EDUCAÇÃO
O gaúcho Mano faz a linha contido, mas trata a todos com simpatia

A era Mano Menezes na Seleção Brasileira começou a ser escrita para valer na segunda-feira 26, quando o ex-técnico corintiano anunciou a lista de jogadores convocados para o amistoso do dia 11 de agosto, contra os Estados Unidos, no país adversário. E o treinador já deu seu pontapé inicial imprimindo marcas importantes. Mesmo sem ser extrovertido, o gaúcho que sucede a Dunga foi simpático e cordato ao anunciar sua lista de escolhidos. Tais características estavam há tempos ausentes de uma convocação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Como é sabido, desde muito antes da Copa da África do Sul, Dunga e seu auxiliar Jorginho optaram por um estilo emburrado de comunicação. “Não tenho aversão a críticas”, justificou Mano. Outra mudança foi o processo de renovação que o novo treinador anunciou como uma de suas principais missões. “O trabalho tem como objetivo não só a Copa de 2014, como também a Olimpíada de Londres (2012).” Por isso, sete jogadores convocados terão idade para integrar a equipe olímpica daqui a dois anos. Assim, Mano fez a felicidade da maioria dos torcedores, que queriam ver os dribles dos santistas Neymar e Paulo Henrique Ganso a serviço da Seleção. Mas também deixou alguns intrigados ao chamar o goleiro Renan, do Avaí, e o volante Jucilei, do Corinthians. “Eu estava esperando a convocação do Elias”, estranhou o próprio Jucilei, citando o jogador que Mano escalava como titular quando estava à frente do Corinthians.

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Mano teve pouco tempo para preparar sua primeira lista. Ela começou a ser confeccionada no dia 24, um dia após ter aceitado o convite feito pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que antes havia convidado Luiz Felipe Scolari (Palmeiras) e Muricy Ramalho (Fluminense). De maneira geral, a primeira seleção agradou. “Mano vem fazendo um bom trabalho e é um cara sério, eu gostei da escolha”, elogiou Pelé. O técnico Carlos Alberto Torres, capitão do tricampeão mundial em 1970, avalia o grupo como “equilibrado”. “O brasileiro é apaixonado por futebol, o esporte não tem segredo e é bom que o técnico da Seleção agrade o torcedor.” Isso ele tentou. Para contentar a torcida, o treinador promete até mesmo adotar uma inédita postura ofensiva, com um esquema 4-2-3-1 . “Depois de quase tirarmos os atacantes todos, agora os estamos devolvendo”, brincou. Os amantes do verdadeiro futebol brasileiro agradecem.

jorge

EM 03/08/2010 10:09:35

Honestamente não tiraria Dunga. Basta ver os números, antes da copa: 47 jogos; 33 vitórias; 10 empates e 4 derrotas. 4 derrotas em 4 anos! Aff O que tinha que mudar era esse tal de Ricardo Teixeira...já deu...só sai do cargo se morrer...


sinesio

EM 31/07/2010 14:12:35

No início tudo são flôres, mas se os resultados não forem satisfatórios (vencer a copa de 2014), o destino do Mano será o mesmo do Dunga. É a nossa pobre cultura, se não vencer não serve.





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