"A lei é velha"
O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, defende uma revisão completa da legislação eleitoral brasileira
Octávio Costa e Hugo Marques
A dois meses da eleição, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, defende uma profunda e urgente revisão das leis eleitorais. Ele considera curto o período de campanha de três meses e acredita que há equilíbrio nas eleições deste ano. ISTOÉ – O arcabouço jurídico eleitoral no Brasil é satisfatório? ISTOÉ – O sr. acha necessário antecipar o início das campanhas eleitorais? ISTOÉ – Como funcionaria a campanha mais longa? ISTOÉ – O sr. é a favor do voto obrigatório? ISTOÉ – Os políticos devem ter foro privilegiado? ISTOÉ – Ao ser aplicada este ano, a lei dos fichas-limpas conflita com a Constituição? ISTOÉ – Mas alguns ministros do STF já deixaram escapar que são contra a validade da lei para essa eleição.
ELEIÇÃO
Para o presidente do TSE, a campanha deveria começar em janeiro
Ricardo Lewandowski –A legislação eleitoral é ultrapassada, sobretudo a legislação processual. Os processos se arrastam por anos e as cassações de mandato só ocorrem no final dos mandatos. É frustrante para a Justiça.
Lewandowski – Janeiro seria talvez uma data mais apropriada. Três meses antes das eleições me parece muito pouco tempo para que o eleitor conheça o seu candidato.
Lewandowski – Gosto de fazer uma comparação com a campanha americana. Lá, a pré-campanha é uma festa da cidadania, os pré-candidatos se digladiam, discutem as suas plataformas e o eleitorado participa.
Lewandowski – É necessário, porque precisamos dar legitimidade aos eleitos. Se o voto não fosse obrigatório, as pessoas na Amazônia, por exemplo, jamais se deslocariam até o local de votação.
Lewandowski – Deve ser muito restrito. Os crimes praticados fora do exercício da função poderiam ser julgados pela Justiça comum.
Lewandowski – Para mim, não. A possibilidade de o Supremo rever a lei no tocante ao artigo 16, dizendo que lei eleitoral só entra em vigor um ano depois, é remota. O TSE já decidiu assim, com base na própria jurisprudência do STF.
Lewandowski – O que sei é que já existem duas liminares, uma definida pelo ministro Dias Toffoli, outra pelo ministro Gilmar Mendes, em situações diferentes, mas baseadas na própria lei dos fichas-limpas. Ou seja, já consideraram a lei válida e concederam efeito suspensivo.
Marco Antonio dos Santos Basílio
EM 29/08/2010 15:34:26
Os problemas brasileiros já começam na própria regulamentação de alguns artigos da própria Constituição Federal. No que é certo a CF funciona, mas o problema reside no que gera dúvida. Isso tem q ser revisto. Vide o art. 121 da CF/Cód Eleitoral e o Cód Tributário, falta cientificidade na recepção
Analista
EM 04/08/2010 08:47:00
Voto obrigatório é coisa de republiqueta das bananas. Em qualquer país civilizado o voto é direito e não obrigação.
Paulo Henrique
EM 30/07/2010 22:23:59
O grande gargalo a imperrar nosso procedimento eleitoral é a grande falta de consciência jurídica de nossa população, esta vive alienada quanto à responsabilidade adquirida pelas pessoas públicas, o direito se exerce a partir do momento que se tem conhecimento de que existe em sua órbita subjetiva.
Ultimas Notícias
publicidade
"Essa bola é minha"
Marcelo de Lima Henrique, Marcelo de Lima Henrique, juiz de futebol, ao encerrar disputa sobre quem ficaria com a bola da partida
