Rock e poesia na Flip
Será lançado na Festa Literária Internacional de Paraty, que começa na quarta-feira 4, a obra "Atravessar o Fogo"
Natália Rangel
Será lançado na Festa Literária Internacional de Paraty, que começa na quarta- feira 4, a obra “Atravessar o Fogo” (Companhia das Letras), publicação que traz 310 letras do cantor e compositor americano Lou Reed, importante cronista e poeta do rock’n roll. O autor, que cancelou +5 atrações da Flip ISABEL ALLENDE ROBERT CRUMB FERREIRA GULLAR SALMAN RUSHDIE WILLIAM BOYD Domingo de manhã Domingo de manhã Domingo de manhã Estou esperando o cara Ei, menino branco, o que é que você faz aqui? Aí vem ele, todo vestido de preto Baby, não grite comigo, querida, não esperneie * Os dois primeiros versos dessa estrofe foram usados pelo compositor e cantor da Legião Urbana, Renato Russo, na música “Mais do mesmo”, do disco Que país é este (1987). Uma versão mais literal seria: “Ei, menino branco, está atrás de nossas minas?”. Optou-se pela tradução consagrada. (Todas as notas desta edição são dos tradutores.) 
sua vinda a Paraty, retratou em suas músicas personagens do universo underground e os movimentos culturais dos anos 1960 e 1970, com influências estéticas de artistas como Andy Warhol e Nico. Coube a Christian Schwartz e Caetano W. Galindo a difícil missão de traduzir as canções. A edição brasileira, no entanto, não manteve as páginas negras, os manuscritos e as diferentes diagramações das letras que são um diferencial da versão original.

A escritora chilena (foto), autora de “A Casa dos Espíritos”, volta à fi cção e lança em Paraty o novo livro: “A Ilha sob o Mar”
Figura lendária, o cartunista americano falará sobre o quadrinho contemporâneo ao lado de Gilbert Shelton
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O escritor indiano, de “Os Versos Satânicos”, vem pela segunda vez ao evento, onde lança o romance “Luka e o Fogo da Vida”
Autor de “Praia de Brazaville” e “As Aventuras de um Coração Humano”, o autor nascido na Nigéria e educado na Escócia participa de debate na Flip
Leia duas letras de Lou Reed que estão na obra "Atravessar o Fogo"
Domingo de manhã
[Sunday morning]
Começo a compreender
É só uma inquietação ao meu redor
Um despertar precoce
Domingo de manhã
São apenas os anos perdidos ainda tão perto
Cuidado, o mundo te persegue
Tem sempre alguém perto de você que vai dizer
Isso não é nada
E estou afundando
Um sentimento que não quero conhecer
Um despertar precoce
Domingo de manhã
São as ruas todas que você cruzou não faz muito tempo
Cuidado, o mundo te persegue
Tem sempre alguém perto de você que vai dizer
Isso não é nada
Estou esperando o cara
[I’m waiting for the man]
Vinte e seis dólares na mão
Na altura do número 1-2-5 da Lexington
Doente e sujo, me sentindo mais morto do que vivo
Estou esperando o cara
Ei, menino branco, subindo o morro pra tentar se divertir*
Oh, perdão, senhor, nem passou pela minha cabeça
Só estou procurando um camarada meu
Estou esperando o cara
Sapatos de operário e chapéu de malandro
Nunca chega cedo, está sempre atrasado
A primeira coisa que a gente aprende é que sempre tem de esperar
Estou esperando o cara
Na frente de um sobrado escuro, no alto de três lances de escada
Todo mundo já te sacou, mas ninguém está nem aí
Ele tem lábia e te faz provar do doce
Aí você precisa se mandar porque não tem tempo a perder
Estou esperando o cara
Estou legal, sabe, vai dar tudo certo
Estou legal, estou, oh, muito legal
Até amanhã, mas aí já vai ser outro dia
Estou esperando o cara
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"Não tem essa história de dois lados. Um lado já foi suficientemente condenado, assassinado, desaparecido"
Paulo Sérgio Pinheiro, integrante da Comissão da Verdade
