Beleza americana
Keith Haring, pioneiro que fez a ponte entre as artes plásticas, o grafite e o design, chega ao Brasil em exposição
Paula Alzugaray
Keith Haring – Selected works Keith Haring aproxima gerações. Aos 20 anos, recém-chegado da Pensilvânia à Big Apple, conheceu o pop tardio de Andy Warhol e de Roy Liechtenstein e foi para a rua seduzido pelos grafite dos metrôs. “Cheguei a Nova York numa época em que as mais belas pinturas eram mostradas sobre rodas – em trens –, pinturas que viajavam até você, e não o contrário”, aponta o artista no texto Art in transit, publicado em seu site. Trinta anos depois, Haring ainda faz a cabeça de artistas que se movem entre a pintura, o grafite, o cartoon e a ilustração comercial. Em 31 de julho, suas serigrafias, gravuras, litografias e trabalhos em papel chegam ao Brasil em “Keith Haring – Selected Works”. A seguir, quatro perguntas para Sharon Battat, curadora da exposição: O que Keith Haring tinha em comum com Andy Warhol? Os dois são da Pensilvânia! Haring era fã de Warhol. Eles viraram melhores amigos, chegaram a colaborar, trocaram obras para suas coleções. Seus trabalhos têm em comum as cores vibrantes e o fácil entendimento, mas seus assuntos eram opostos. O que Haring tinha em comum com os grafiteiros? Ele acreditava que a arte era para todo mundo. Haring, (Kenny) Scharf e Basquiat fizeram um movimento misturando arte de rua e levando isso para galerias e museus. O que ele tinha em comum com designers comerciais? Ele realmente era um gênio do branding, muito à frente de seu tempo. Sabia como fazer o trabalho comercial falar de forma a não comprometer o trabalho artístico. O que ele tinha como diferencial em relação aos artistas de sua época? Ele sabia que tinha um poder de comunicação e usou o seu trabalho para uma política de ativismo. Lutou por causas que eram importantes para ele, como as drogas, a guerra, o racismo e a Aids. (O artista faleceu prematuramente em 1990, um ano depois de ser diagnosticado com HIV).
Caixa Cultural – Galeria Vitrine da Paulista, SP/ de 31/7 a 5/9
Caixa Cultural Rio de Janeiro – Galeria 3/ de 28/9 a 14/11
ESPÍRITO LIBERTÁRIO
“Estátua da Liberdade” representa a cidade que sempre foi a grande fonte de inspiração do artista
Ultimas Notícias
publicidade
"Não tem essa história de dois lados. Um lado já foi suficientemente condenado, assassinado, desaparecido"
Paulo Sérgio Pinheiro, integrante da Comissão da Verdade
