O soldado de 2020
Americanos testam equipamento que pode transformar militares em máquinas de guerra com força e resistência sobre-humanas
Hélio Gomes
Batizado de Hulc (sigla em inglês para carregador humano universal), o exoesqueleto está nos sonhos do maior Exército do mundo há décadas. No início dos anos 2000, dois inventores americanos entraram em uma briga de gente grande para conquistar esse mercado. Em 2004, no entanto, o engenheiro mecânico Hami Kazerooni, então da Universidade de Berkeley, saiu na frente e apresentou um protótipo capaz de seduzir os capitalistas da guerra. Depois de abrir sua própria empresa, associou-se ao gigante do setor de armamentos Lockheed Martin e passou um bom tempo aprimorando o seu invento. O resultado foi apresentado no ano passado e impressionou os especialistas graças a duas qualidades fundamentais: sua mobilidade e seu controle altamente intuitivo. Segundo o fabricante, o Hulc não é operado por nenhum tipo de controle manual. Sensores espalhados pela máquina antecipam o movimento do operador e fazem com que os seus músculos hidráulicos entrem em ação – seja na hora de carregar algo, seja ao caminhar longas distâncias ou até mesmo ao correr em velocidades que podem alcançar 16 km/h. Mesmo sem ter extensões acopladas aos braços do soldado, o sistema, instalado em uma mochila nas costas do usuário, transfere a carga para as suas pernas sem que ele perceba. Outro ponto primordial para o sucesso do invento é sua autonomia. Dotado de uma bateria de lítio similar à dos celulares, mas muito mais potente, ele deixa o soldado totalmente desconectado de fontes de energia. No videodemonstração disponível no site de ISTOÉ é possível ver paramilitares em campo com agilidade digna de um super-herói. Agora, é a vez de o Exército americano fazer suas avaliações. “Os testes biomecânicos vão medir a energia gasta por um soldado ao usar o Hulc”, afirma um comunicado oficial da Lockheed Martin. Eles também mostrarão quanto tempo os usuários levarão para aprender a controlar o exoesqueleto ao carregar pesos variados e movimentar-se em velocidades distintas. A novidade é apenas mais uma das desenvolvidas pela iniciativa privada sob encomenda do Pentágono. Há tempos os militares americanos contam com o auxílio da alta tecnologia para amplificar seus sentidos – vide os óculos de visão noturna – ou localizar-se – via GPS, por exemplo. Além disso, um órgão governamental trabalha exclusivamente na criação de novas tecnologias de guerra. Trata-se da Darpa (sigla em inglês para Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa). De lá surgiu outra invenção que promete ajudar os militares americanos – mais especificamente, aqueles que sofreram na carne o flagelo da batalha. Também na semana passada, a Darpa anunciou que testará o primeiro braço mecânico totalmente operado pelo cérebro humano, muito provavelmente com a ajuda de soldados mutilados. Resta saber quem serão os inimigos que esses verdadeiros robocops enfrentarão nas batalhas de um futuro cada vez mais próximo.
Assista ao videodemonstração (em inglês) do exoesqueleto
Depois de uma corrida tecnológica que durou boa parte da primeira década deste século, o governo americano confirmou na semana passada o início dos testes com o seu primeiro exoesqueleto militar. O equipamento, literalmente um esqueleto externo “vestido” pelos soldados, transporta para a realidade uma ideia presente em inúmeras obras de ficção científica – do clássico “Tropas Estelares” (1959), no qual foi citada pela primeira vez, ao recente sucesso “Avatar”. Assim como na fantasia, o invento pretende dotar os militares de superpoderes como a capacidade de levantar até 90 quilos sem fazer esforço ou de caminhar quase cinco quilômetros em uma hora sem se cansar (leia quadro à direita). Se os experimentos forem bem-sucedidos, a traquitana provavelmente chegará aos campos de batalha em dez anos.
marcos
EM 08/08/2010 21:54:45
A ciência e a tecnologia decidem a guerra atual. Pueril achar que qualquer nação subdesenvolvida possa fazer frente à um exército profissional e bem equipado. Os fortes mandam, e os fracos obedecem. Sempre foi e sempre será assim. Nenhum país de comodities, como o Brasil, pode com os EUA.
Jaspion
EM 04/08/2010 13:32:31
Petistas nojentos!! Se conformem!! O capitalismo venceu!! O Brasil vai fortalecer ainda mais o capitalismo com o SERRA!! Viva SERRA!!
Marcos Lima
EM 28/07/2010 08:54:33
Rogério, você deve estar certo. Viva o império bolivariano no Brasil. Viva o terrorismo comunista. Viva a liberdade, democracia e a livre iniciativa de países como a Venezuela e Cuba, viva o apoio do Irã ao terrorismo islãmico. Viva Lula-Dilma.
ROGERIO PETENUCCI
EM 27/07/2010 20:53:05
Os gordos brancos de olhos azuis que venham que por aqui não passam.E como todo Império eles vão cair(ops, já estão caindo). Viva o Brasil, viva Lula-Dilma(os grandes líderes mundiais).
ROGERIO PETENUCCI
EM 27/07/2010 20:49:46
PERDA DE TEMPO! O que decide uma guerra é o combatente, se tecnologia vencesse o combate, o USA não tinham levado uma surra histórica no miserável Vietnã. O perigo é os EUA forma um exército poderosíssimo com a legião de obesos(mais de 50% da população), aí sim massacrariam qualquer um!Aaahh.
Ultimas Notícias
publicidade
"Essa bola é minha"
Marcelo de Lima Henrique, Marcelo de Lima Henrique, juiz de futebol, ao encerrar disputa sobre quem ficaria com a bola da partida
