Caos aéreo rende votos?
Controladores que se rebelaram e provocaram o apagão nos aeroportos querem ser deputados
Claudio Dantas Sequeira
Em setembro de 2006, um grupo de controladores de tráfego aéreo rebelou-se contra o regime de trabalho, alegou que as condições de segurança nos céus eram precárias e detonou o caos nos aeroportos. O motim virou de ponta-cabeça a vida de milhares de brasileiros. Só em dois dias de greve, 18 mil passageiros foram prejudicados. O governo demitiu 40 desses controladores e afastou do trabalho outros 150, mas pouco fez para melhorar a rotina dos aeroportos. Agora os responsáveis pelas rotas decidiram organizar nova batalha: desta vez nas urnas, o que não deve representar um pesadelo para os cidadãos. “O governo não fez as reformas que prometeu por falta de vontade política. Então vamos montar a nossa própria bancada”, afirmou o controlador Wellington Rodrigues, que se lançou candidato do PSol à Câmara dos Deputados. Com a experiência de quem foi preso pela FAB durante a rebelião, o sargento Wellington aponta a desmilitarização do controle do tráfego aéreo como a principal bandeira da campanha. Ele não acredita que os controladores rebelados serão estigmatizados pelo eleitor. “Nossas denúncias foram um divisor de águas. Vamos cobrar mais fiscalização dos voos e transparência na investigação de acidentes”, afirma. Ele é contra a privatização dos aeroportos, assim como o presidente da Associação Brasileira de Controladores de Voo, sargento Edleuzo Cavalcante, candidato a deputado distrital pelo PSol no DF. Os controladores miram, na verdade, um nicho eleitoral. O sargento Cavalcante afirma que seu mandato pertencerá a “todos os militares”. Promete que vai “defender uma reformulação do plano de carreira e uma política habitacional específica”. Wellington Rodrigues engrossa o coro: “Não somos contra a FAB, mas o controle de tráfego deve ficar nas mãos de civis, como no resto do mundo.” Em São Paulo, o ex-diretor da Associação dos Controladores Maurício Eduardo Mello, candidato a deputado federal pelo Partido Progressista (PP), completa a plataforma deles: “Regulamentar a profissão, criar uma universidade que forme controladores e criar um plano de carreira”, defende. Na FAB, a candidatura de controladores é vista com desconfiança e vem sendo monitorada pelo centro de inteligência. Mas, diante dos gargalos dos aeroportos, o debate levantado pelos controladores é até oportuno. E, pelo menos desta vez, não prejudica ninguém.
PELAS URNAS
O sargento Edleuzo Cavalcante e o controlador
Wellington Rodrigues querem fazer a bancada da corporação

Roberto Silva
EM 01/08/2010 15:44:13
Sofrivel é a nação que amordaça e escravisa os seus profissionais de trafego aéreo, pagando esmola e exigindo um serviço de primeiro mundo. Bandida é esta minoria que desconhece o talento e a pericia destes profissionais e deles falam besteiras. As maiores vitimas da política estão nos cemitérios.
Coraline Silva
EM 15/07/2010 18:17:50
Pelo visto, o jornalismo precisa se informar mais a respeito desse setor, antes de exprimir opiniões "parciais", que deveriam ser imparciais.
Coraline Silva
EM 15/07/2010 18:16:29
Pelo visto, o jornalismo precisa se informar mais a respeito desse setor, antes de exprimir opiniões "parciais", que deveriam ser imparciais.
Coraline Silva
EM 15/07/2010 18:15:50
Pelo visto, o jornalismo precisa se informar mais a respeito desse setor, antes de exprimir opiniões "parciais", que deveriam ser imparciais.
Avelino
EM 15/07/2010 15:25:27
Guerra à vista. A FAB monitora os controladores e pune quem critica. Na Justiça, os processos seguem... os profissionais foram alijados. O único caminho agora é o Congresso!
Ultimas Notícias
publicidade
"Essa bola é minha"
Marcelo de Lima Henrique, Marcelo de Lima Henrique, juiz de futebol, ao encerrar disputa sobre quem ficaria com a bola da partida"Do jeito que está, daqui a pouco vão soltar o Carlinhos Cachoeira e prender o Roberto Gurgel"
Pedro Taques, Pedro Taques, senador, sobre as suspeitas que pairam sobre o procurador-geral da República
