Brasil
|  N° Edição:  2120 |  25.Jun.10 - 21:00 |  Atualizado em 25.Mai.12 - 12:52

O projeto marajá

Judiciário pressiona por aumento que cria supersalários e faz técnicos ganharem como funcionários de alto escalão

Sérgio Pardellas

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“A aprovação vai permitir que o Judiciário tenha um corpo funcional equilibrado”
Cezar Peluso, presidente do STF

Os magistrados reagem com veemência quando são tratados como marajás do serviço público. Mas o brasileiro já está acostumado a ver tentativas de acumular regalias no Poder Judiciário. É o que acontece neste momento: o Congresso sofre pressão para aprovar a toque de caixa um projeto que cria supersalários para os servidores da Justiça. Com o apoio de todos os presidentes de tribunais superiores e de nove ministros do STF, a proposta dá reajuste médio de 56,4% aos 100 mil funcionários do Judiciário. O projeto iguala o salário de simples técnicos ao de funcionários do alto escalão do Executivo. A remuneração inicial do analista judiciário, de nível superior, pula, por exemplo, dos atuais R$ 6.551,52 para R$ 10.283,59. Mas pode chegar a R$ 33.072,55, no topo da carreira, se o profissional ocupar cargo em comissão e tiver doutorado. A proposta também premia quem tem apenas o ensino fundamental, como operadores de xerox e copeiros. No ápice da carreira eles podem ganhar até R$ 8.479,71.

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“Não há recursos para dar esse aumento. Isto tem que ser mais bem discutido”
Paulo Bernardo, ministro do Planejamento

Se a benesse for aprovada, o impacto no Orçamento da União será de cerca de R$ 6 bilhões. O texto já passou pela Comissão de Trabalho e Administração da Câmara e precisa ser analisado pela Comissão de Finanças e Tributação antes de ir ao plenário da Casa. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, adverte que o governo não poderá aprovar novos aumentos salariais além dos já acordados para este ano. “Não há recursos para esse aumento. É algo que tem de ser mais bem discutido”, diz ele. Mas a pressão do Judiciário é grande. O principal argumento é de que, com a defasagem dos salários em relação a outras carreiras, é impossível manter os bons servidores, o que comprometeria a velocidade de tramitação dos processos. “É preciso buscar a aprovação como forma de atender não só ao anseio do servidor como também para permitir que o Judiciário tenha um corpo funcional equilibrado”, alega o presidente do STF, Cezar Peluso. Na tentativa de forçar o reajuste, servidores do Judiciário em todo o País permaneciam em greve até a última semana. O governo, por ora, tem se mantido pragmático, preocupado com o rombo no Orçamento. Resta saber como se comportará o Congresso.

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Renato

EM 13/03/2012 11:02:36

Se não fosse matéria encomendada eu iria pensar que o responsável pela matéria é lesado. As pessoas não são tão burras como vc pressupõe, sabem somar 6 anos de inflação sem reajuste e mais 2 pra o parcelamento. Na boa, vai suar a camisetinha p ver como é bom. E não me fala em Peluso, já vai tarde!


guilherme

EM 12/02/2012 17:53:42

Chequei o site http://www1.trt18.jus.br/cnj102/anexo8_2010set.pdf e lá tinha somente remuneração de juiz. Basta ver que o artigo se refere a remuneração de servidores. Logo, são cargos e carreira BEM diferentes!


carlos

EM 22/01/2012 10:27:51

Os dados ofíciais http://www1.trt18.jus.br/cnj102/ (Nesse as remunerações estão no final - ANEXO VIII) http://www1.trt18.jus.br/cnj102/anexo8_2010set.pdf (A COLUNA 1 É O SALÁRIO DO CARGO (ANALISTA e TÉCNICO); A COLUNA 2 SÃO AS INCORPORAÇÕES (VANTAGENS PESSOAIS)


Carlos

EM 16/01/2012 03:23:41

Parabéns para quem escreveu esta matéria encomendada. Olhar super "imparcial e comprometido com a verdade".


carlos

EM 13/01/2012 09:55:01

Contas Abertas mostra que, em média, o servidor do Judiciário e o do Legislativo ganham o dobro do lotado no Executivo. A União gasta, em média, R$ 13.290 com a remuneração dos 119 mil servidores federais do Judiciário.





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