De volta ao começo
Mais de duas décadas depois, Collor quer novamente ser governador de Alagoas, cargo que o catapultou à Presidência
Sérgio Pardellas
Em 1986, o jovem político Fernando Collor de Mello era eleito governador de Alagoas. Credenciado pelo bom desempenho à frente do governo do Estado, Collor, encarnando o personagem de caçador de marajás, foi eleito presidente da República em 1989, na primeira eleição direta depois da ditadura militar. Mas deixou o cargo em 1992 debaixo de denúncias de corrupção. Vinte e quatro anos depois, o ex- presidente, hoje aliado do governo Lula no Senado, tenta voltar ao ponto onde tudo começou. Na segunda-feira 10, confirmou sua candidatura ao governo de Alagoas pelo PTB. “Vou submeter meu nome”, disse. Mas, como tudo que envolve Collor desde o impeachment, o anúncio gerou polêmica. Além de embaralhar a disputa local, a decisão do ex-presidente rachou o palanque da pré-candidata do PT ao Planalto, Dilma Rousseff, em Alagoas. Sem Collor, a eleição estadual caminhava para uma disputa polarizada entre o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT). Dilma seria apoiada por uma ampla aliança no Estado, unindo o PT, o PTB, de Collor, o PMDB, o PCdoB e até o PV. A divisão do bloco, provocada pela decisão do sendor alagoano, preocupou o presidente Lula, que agora tenta juntar os cacos. Na manhã da quarta-feira 12, Lula reuniu em seu gabinete o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, o senador e candidato à reeleição Renan Calheiros (PMDB-AL) e o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP). Pediu aos presentes que não medissem esforços para reunir, novamente, em um único palanque, os partidos governistas em Alagoas. Em princípio, a orientação é para que o PDT tente demover Collor da ideia de concorrer ao governo. “Sempre é melhor quando conseguimos unir todos os partidos. Não desisti de tentar convencer o Collor”, disse o ministro Lupi. “Ainda não desisti de convencer o Collor a Collor, porém, diz que não tem intenção de recuar. Seus aliados insistem em que a eleição plebiscitária só ocorrerá no Estado se Lessa abrir mão. “O mais provável é que todos estejam juntos no segundo turno contra o governador atual”, afirma o deputado Augusto Farias (PTB-AL), um dos parlamentares alagoanos mais próximos do ex-presidente. Outro aliado histórico de Collor no plano nacional, Renan Calheiros mantém o apoio a Lessa declarado no início do ano. “Tenho um compromisso e a palavra empenhada será mantida”, disse o peemedebista. Renan foi um dos maiores beneficiários da decisão de Lessa de deixar a disputa ao Senado para concorrer ao governo. Caso o pré-candidato do PDT disputasse uma cadeira de senador, Renan corria o risco de ficar de fora, já que a segunda vaga no Estado deve ficar com Heloísa Helena, do PSOL. Confirmado o confronto entre Collor e Lessa nas urnas, será reeditada uma disputa que ocorre no Estado desde a década de 80. Em 1986, deu Collor. Em 2002, Lessa, então candidato à reeleição, deu o troco: foi eleito com 52,93% dos votos. Em 2006, os dois voltaram a se enfrentar, só que na disputa para o Senado. Em mais uma eleição acirrada, o ex-presidente da República venceu. Enquanto Lula trabalha para unir ambos no mesmo palanque, contra a reeleição de Teotônio Vilela, do PSDB, os dois lados da trincheira renovam suas apostas. 
SEM FAVORITOS
Entrada de Collor embaralha eleição em Alagoas
abrir mão da candidatura”
Carlos Lupi, ministro do Trabalho e presidente do PDT
Bernardo Guimaraes
EM 30/05/2010 19:40:05
O que houve foi um bando de abutres do congresso nacional que comeram e depois cuspiram no prato O collor foi um Mal necessario.
jackson vasconcelos
EM 19/05/2010 17:40:07
Vocês lembram por que o Collor foi afastado? Que acusações pesaram sobre ele? Eram mesmo motivos para afastamento e inelegibilidade? Houve casos semelhantes, que levaram ao mesmo desfecho? Fico com a dúvida.
FERNANDES
EM 19/05/2010 11:12:07
SEM COMENTÁRIOS- SÓ RINDO.... E VEJAM, VAI GANHAR...........
Marcia
EM 19/05/2010 08:14:04
Pobre de nós brasileiros, nem as moscas e nem a m...mudam neste país, ou seja, as velhas moscas voltam para roubar um pouco mais...
Botucudo
EM 18/05/2010 14:47:06
Lula, Renan, Color, DILMENTIRA, ....tudo farinha do mesmo saco. Pobre BRASIL ! Com essa arcaica lei eleitoral, a ignorância da maioria do eleitorado e a complacência do TSE e seus ministros dorminhocos, vamos de mal a pior. O jogo sujo da politica nunca permite q gente séria seja eleita. Fora PT !
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