Copa 2010
|  N° Edição:  2113 |  07.Mai.10 - 21:00 |  Atualizado em 25.Mai.12 - 08:40

Eles vencem mais essa?

Prometida pelo presidente Lula, a aposentadoria especial para os campeões das copas de 1958, 1962 e 1970 ainda não saiu do papel

Sérgio Pardellas

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MEMÓRIA
Integrantes das Seleções de 1958 e 1962
morreram sem conseguir provar para o INSS que foram jogadores.

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Um gol salvador. Assim o Bolsa-Copa é considerado pelos campeões mundiais de 1958, 1962 e 1970 e seus familiares. Essa aposentadoria especial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva promete conceder, por meio de uma medida provisória, até o próximo mês, é a jogada que pode evitar injustiças como a que ocorreu com o atacante Vavá, morto em 2002, aos 67 anos, sem ter desfrutado de uma aposentaria. O motivo: o bicampeão mundial em 1958 e 1962 não conseguiu provar que foi jogador de futebol.

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DRAMA
Capitão da primeira conquista, Bellini
está com Alzheimer, assim como Nilton Santos

Se vivo, Vavá receberia, tão logo a medida provisória (MP) entrasse em vigor, uma indenização de R$ 100 mil relativa ao tempo em que não pôde usufruir da Previdência Social. E, ainda, um salário mensal do INSS de R$ 3.218,90, valor que é, hoje, o teto do benefício. “A aposentadoria é válida. É o reconhecimento de algo que não existia: a profissão de jogador de futebol”, diz o advogado Marcelo Izar Neves, filho do ex-goleiro Gilmar dos Santos Neves, que jogou em 58 e 62.

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MEMÓRIA
Os craques de 1970

Trinta e sete ex-jogadores que estiveram nas primeiras três conquistas serão beneficiados, caso a MP passe. “Eu só acredito quando estiver preto no branco”, diz Zagallo, outro bicampeão. “Meu marido, considerado a enciclopédia do futebol, está com Alzheimer e vive numa clínica há dois anos, custeado pelo Botafogo”, conta a esposa de Nilton Santos, Maria Célia Albuquerque Santos, 57 anos. “Ele foi um herói que trabalhou até os 82 anos, quando caiu doente, e, hoje, depende dos outros para poder respirar. Isso é muito triste.”

Ao contrário, os craques de hoje recebem salários astronômicos e se dão ao luxo de gozar da aposentadoria antes dos 40 anos. “Antigamente, a CBD (hoje, CBF) dava dois prêmios por título conquistado: uma bicicleta e um terno para cada jogador”, conta Izar Neves, que criou a Associação dos Campeões Mundiais, em 2006. Hoje, essa premiação não sai por menos de R$ 300 mil.

A CBF assiste a tudo a distância. Em 2006, o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, prometeu custear o plano de saúde dos campeões de 58, 62, 70 e 94, mas voltou atrás. Quanto ao governo federal, a dúvida é se os familiares dos campeões que já faleceram terão direito à gratificação. Doze que teriam direito à Bolsa-Copa já morreram, entre eles o craque Didi.
Colaborou Rodrigo Cardoso
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Prof. Luciano Lacerda

EM 07/09/2011 21:52:35

APOSENTADORIA ESPECIAL PARA OS PROFESSORES. OS MAIORES HERÓIS DO PAÍS!


Prof. Luciano Lacerda

EM 19/01/2011 19:31:44

Os craques de 70 são ídolos eternos!Sou fã desses caras.O futebol da época pagava bem menos que o atual.Mesmo assim eles tiveram a oportunidade de ganhar muito dinheiro com publicidade e outras funções ligadas ao futebol.Não há base legal para pagar esse benefício.SOU TERMINANTEMENTE CONTRA.


Mauricio Fick de Souza

EM 18/05/2010 11:14:22

Os "heróis" não conseguiram provar que jogavam futebol e eu também não consegui provar que recolhi as contribuições pelo teto, embora o balanço do INSS prove isso. O governo quer inventar outra conta e não quer reajustar os benefícios em 7,7%. Gente, herói de verdade é o povão sofrido e ignorado.


Carlos Volponi

EM 14/05/2010 14:35:44

É um absurdo e o dinheiro é meu. Não vou pagar. Seroia mais lovável pagar melhor aos professores. Ou então pagar essa quantia para cada brasileiro aposentado. Tenho vergonha de ser representado por esse governo. Fora Lula!!!!!


Alex

EM 13/05/2010 21:37:55

Heróis e campeões são os professores desse país. Penso que os jogadores não deveriam ganhar a aposentadoria pois o governo iria passar a falsa impressão de que é generoso com seu povo. Se quiser ser generoso primeiro tire das costas do povo a brutal carga tributária, começando pelo Imposto de Renda.





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