Economia & Negócios
|  N° Edição:  2105 |  12.Mar.10 - 21:00 |  Atualizado em 25.Mai.12 - 06:29

O pré-sal da discórdia

Câmara aprova nova partilha para os royalties do petróleo e Estados produtores dependem de Lula para salvar suas receitas

Francisco Alves Filho

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PROTESTOS
Manifestantes em Campos (RJ) ameaçam retaliar nas urnas

O petróleo da camada pré-sal ainda está enterrado a mais de oito mil metros do nível do mar e nenhuma gota foi explorada. Mas já é o pomo de uma discórdia nacional. Na quarta-feira 10, a Câmara dos Deputados aprovou, por 369 votos contra 72, a nova legislação que define a partilha dos royalties da exploração do petróleo. Pelo texto, os Estados produtores passariam a receber menos pela riqueza que está em seus territórios e os recursos seriam distribuídos de forma equânime entre todos os municípios brasileiros, seguindo os critérios usados pelo Fundo de Participação dos Estados e Municípios (FPE). Para entrar em vigor, o texto precisa ser aprovado pelo Senado e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é contra a proposta, tem que sancioná-lo – ou vetá-lo, o que é mais provável. Mesmo assim, a simples possibilidade de perder uma renda futura suscitou reações e transformou os municípios da região de Campos dos Goytacazes (RJ), de onde sai a maior parte do petróleo do País, em uma praça de guerra. Na quinta-feira 11, a população amanheceu nas ruas, fazendo barricadas nas estradas.

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“É um linchamento. Sem esses recursos, o Estado quebra!”
Sérgio Cabral, governador do Rio

O governador Sérgio Cabral (PMDB) reagiu, literalmente, com lágrimas. Chorou e resumiu o que a nova lei, segundo ele, representa para ao Rio: “É um linchamento. Sem esses recursos, o Estado quebra!” Além do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo também sairiam prejudicados com a nova partilha, que passaria a valer para a exploração de todo tipo de petróleo. “Isso não vai prosperar”, afirma o líder do governa Câmara, Cândido Vaccarezza (PTSP). Um dos motivos é que a disputa ameaça contaminar as alianças para as eleições. “Se ficar assim, a alternativa do presidente vai ser vetar, já que o texto é inconstitucional”, disse à ISTOÉ. “O modelo econômico do Rio de Janeiro baseava-se numa riqueza artificial”, afirmou à ISTOÉ o autor da lei, deputado Ibsen Pinheiro (PMDB- RS). Ele argumenta que sempre esteve aberto a negociar, mas os líderes do governo só sentaram à mesa duas horas antes da votação. O economista Edmar Almeida, da UFRJ, concorda que a negociação política foi mal conduzida e que o modelo anterior de divisão de royalties era injusto, mas critica a proposta de Ibsen. “O que está previsto na emenda como fatia do Rio é algo ridículo, uma catástrofe.” O Brasil tem dez Estados produtores, mas o Rio responde por 80% do total. “Alguns municípios chegam a ter 90% de seus orçamentos de royalties”, explica Almeida. Segundo Cabral, esse dinheiro representa 20% do orçamento líquido.

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Emerson Bruno

EM 06/04/2010 08:55:56

Depois de tanto tempo! O Brasil pode se tornar potencia, mas qual foi o brasileiro que já lucrou com o Pré Sal? acredito que serão poucos as classes mais excluidas irão sofrer ainda mais com estas ações. É hora de reverter a situação, basta agir de forma coerente pois se vivemos em uma democracia!


Rafael

EM 27/03/2010 21:29:51

Isso é uma ABSURDO, É INCONSTITUCIONAL, FALTA DE BOM SENSO. Mas já que querem dividir, teremos q dividir todas as riquesas existentes no Brasil, entre elas o minério de minas, as riquezas de São Paulo. Acorda BRASIL. ISSO VAI ACABARÁ CRIANDO UMA GUERRA ENTRE OS ESTADOS


Eduardo

EM 14/03/2010 16:12:59

Como estipular um valor justo para resarcir dos danos da exploração do petrõleo e outras riquezas minerais. Ninguem duvida que teremos problemas com habitação, segurança, infraestrutura, etc. Tudo isso custa dinheiro. Sou a favor de que o percentual cobardo seja o mesmo de outras riquezas minerais.


JORGE ALBERTO FIRMINO DA SILVA

EM 14/03/2010 08:42:52

MAIS UMA MEDIDA INJUSTA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, TOTALMENTE INCONSTITUCIONAL E UMA AGRESSÃO AOS ESTADOS PRODUTORES DE PETRÓLEO, MUDAR ALGO QUE JÁ EXISTE HÁ ANOS, SEM LEVAR EM CONTA OS ENORMES PREJUIZOS QUE CAUSARÃO. DE UM ALAGOANO INCONFORMADO.


Pedro

EM 13/03/2010 20:28:58

O estado do Rio passou anos recebendo um dinheiro que é de todos os brasileiros! Se todos os estados aprederam a viver sem esse dinheiro, porque o Rio não pode fazer o mesmo! Acho apenas que não dá para redistribuir o dinheiro de uma única vez, tem que ser aos poucos.





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