Opiniões distintas
No Brasil, Hillary Clinton defende aplicação de sanções ao Irã, devido a programa nuclear. Celso Amorim discorda
Denise Chrispim Marin
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e o chanceler Celso Amorim não chegaram a um acordo sobre uma solução para a questão nuclear iraniana. Em entrevista coletiva no Itamaraty, Hillary Clinton afirmou que "honestamente, só depois de aplicadas as novas sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Irã vai mudar sua posição e retomar as negociações de um acordo". 
Hillary alegou que concorda com o governo brasileiro que há espaço para negociação. "A porta está aberta. Mas tem de estar abertas as portas dos dois lados", afirmou referindo-se à resistência do Irã em negociar. O ministro Celso Amorim, por sua vez, insistiu que as sanções têm efeito contraproducente e que, apesar de esta situação tornar-se a cada dia mais difícil, ainda há possibilidade para uma saída negociada.
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