Tecnologia & Meio ambiente
|  N° Edição:  2103 |  26.Fev.10 - 14:58 |  Atualizado em 09.Fev.12 - 23:22

A rainha dos ares

Documentário fotográfico com imagens inéditas da maior águia das Américas, a harpia, é um grito pela conservação

André Julião

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Projeto Gavião-Real: conheça o trabalho de monitoramento da ave realizado na Floresta Nacional de Carajás (PA) 
 
 

Imagens do livro  

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AMEAÇA REAL
A população da ave na Mata atlântica corre sério risco
 

Na copa de uma árvore de 40 metros de altura, o filhote de harpia, com sua penugem branca e aparência frágil, aguarda ansioso pela refeição. Não demora muito para que sua mãe chegue com a presa. Em suas garras, pouco maiores que a mão humana adulta, jaz um pequeno macaco. A cena é observada de uma árvore próxima pelo fotógrafo João Marcos Rosa, que clica um momento raramente documentado da vida do gavião-real – como essa ave também é conhecida, graças às penas que formam uma coroa em volta de sua cabeça. Imagens do filhote saindo do ovo, da construção do ninho e do crescimento da maior ave das Américas – e uma das maiores do mundo – estão no livro “Harpia”, primeiro documentário fotográfico sobre essa espécie realizado no Brasil.

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INÉDITO
O raro registro do nascimento de um filhote.
 

O livro será lançado em março, em Brasília. O fascínio de João Marcos pelo animal começou em 2002, quando o viu pela primeira vez no criatório da Crax Brasil – Sociedade de Pesquisa e Manejo e da Reprodução da Fauna Silvestre, na cidade mineira de Contagem. “Fiquei espantado com o tamanho do bicho”, lembra o fotógrafo mineiro. Na ocasião, ele fazia seu primeiro trabalho como assistente de Araquém Alcântara, um dos mais prestigiados fotógrafos de natureza do País.

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A bióloga Tânia Sanaiotti mede uma ave adulta 

A harpia vive na Amazônia, no Pantanal e na Mata Atlântica. Da ponta de uma asa a outra, chega a medir até 2,2 metros. O macho pode atingir seis quilos e a fêmea, a dez. Seu hálux, a garra maior, alcança sete centímetros, superando o do urso-marrom americano. Com toda essa força e tamanho, as suas presas são quase sempre macacos e preguiças, que podem ter o peso igual ao do predador. Ela é conhecida também como uiraçu, gavião-preguiça e gavião-neném. Mesmo com tamanha imponência, trata-se de um animal vulnerável. “Como a espécie está no topo da cadeia alimentar, qualquer alteração no ecossistema pode afetá-la”, diz Rosa. “Uma diminuição na população de macacos ou preguiças, por exemplo, pode fazer com que falte alimento.

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GARRAS
Pouco maiores que a mão humana. O hálux (garra maior) chega a 7 cm, superando o do urso-marrom americano
 

” A degradação do hábitat é a maior ameaça ao gavião-real. A ave é considerada de “criticamente ameaçada” a “provavelmente extinta” nos Estados com Mata Atlântica. Na Amazônia, porém, parece estar resguardada, segundo a coordenadora do Programa de Conservação do Gavião- Real, Tânia Sanaiotti. Pesquisadora do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Tânia desenvolve um importante trabalho para monitorar as populações do animal e conscientizar os moradores de áreas com ninhos a preservá-los. O projeto sob sua coordenação tem, além da Crax Brasil, apoio do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

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É financiado pela Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas) e pela mineradora Vale. “A presença desse rapinante colabora com o equilíbrio dos ecossistemas onde essa ave vive”, diz Tânia. Fruto do projeto, pessoas que antes caçavam a harpia e a matavam hoje são remuneradas para monitorar os seus ninhos e cuidar muito bem deles.

Ricardo Pereira

EM 07/03/2010 12:22:07

Parabéns ao esforço dos pesquisadores e toda equipe do projeto. Iniciativas como esta dão esperanças de evitarmos a extinção de animais magníficos como a Harpia. Tomara que logremos reintroduzir a Harpia na região de Mata Atlântica!


Antonio Carlos Zillo

EM 05/03/2010 19:03:48

A equipe merece todos elogios pelo trabalho de preservação dessa maravilhosa ave. Eu a vi pela promeira vez no aeroporto de Campo Grande há uns 40 anos, e fiquei muito impressionado pelo seu tamanho e imponência. Seria lamentável se essa avedesaparecesse do nosso ecosistema. Antonio Carlos.


Raildo

EM 28/02/2010 11:26:21

Esta equipe e todo o projeto esta de parabens, junto.


Renato

EM 28/02/2010 10:45:53

No Ceará, mais precisamente no maciço de Baturité, 80km de Fortaleza, há incidência de hápias. A vegetação é Mata Atlântica.


Claudia Sterner

EM 28/02/2010 10:29:55

Parabens! voces sao maravilhosos! O Brasil precisa acordar e dar o devido valor a projetos como esse! A Amazonia precisa de ajuda e os animais muito mais!!!





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