Medicina & Bem-estar
|  N° Edição:  2102 |  19.Fev.10 - 21:00 |  Atualizado em 10.Fev.12 - 00:53

Sem medo de dentista

Novo método usa desenhos e brinquedos para acabar com o temor das crianças na hora do tratamento

Greice Rodrigues

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INÍCIO
A primeira consulta pode ser decisiva para acentuar o pavor que crianças sentem do dentista

Cerca de 80% das crianças que vão pela primeira vez ao dentista sentem algum temor. Para tornar esse contato menos traumático, a odontologia está recorrendo à psicologia com o objetivo de criar técnicas que facilitem o atendimento dessa população. Uma delas, desenvolvida pela odontopediatra e psicanalista Sonia Pineda Vicente, de São Paulo, começa a ser aplicada com bom índice de sucesso. A nova terapia envolve o uso de métodos como o Jogo do Rabisco – modelo criado pelo pediatra e psicanalista britânico Donald Winnicott – e o manuseio de brinquedos em miniatura dispostos em um jardim japonês. Os dois instrumentos possibilitam à criança expressar o que sente sobre o contato com o dentista, permitindo uma abordagem precisa no tratamento (leia mais detalhes no quadro abaixo). “Eles facilitam o processo de compreensão e ajudam a estabelecer a confiança necessária para o atendimento”, afirma Sonia.

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CONFIANÇA
Lara perdeu o medo depois da terapia aplicada pela odontopediatra Sonia

Foi só depois de passar por essa terapia que Lara Jolie, 6 anos, conseguiu terminar um tratamento. A primeira vez que a menina entrou no consultório chorou sem parar. Cena que se repetiu mais quatro vezes. “Mas hoje, quando vamos à dentista, ela faz desenhos e bilhetes para levar de presente”, diz a empresária Karina Hesser, mãe de Lara. Já com as irmãs Roberta Lovisi, 11 anos, Maria Eduarda, 8, e Ana Clara, 5, a reação era mais branda, embora elas também sofressem. Há seis meses, com o auxílio do novo método, ir ao dentista deixou de ser um tormento para elas. Nem mesmo o tão temido motorzinho – e seu barulho característico –, assusta mais. Na avaliação da especialista, muitos dos medos estão relacionados a experiências anteriores ruins ou a relatos de familiares sobre o pavor que sentem. Segundo ela, uma das técnicas usadas ainda hoje por odontologistas para impedir o choro, as mordidas ou os esperneios durante o atendimento é colocar a mão sobre a boca da criança. “Isso só amedronta ainda mais.”

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marcela e dalby

EM 28/02/2010 12:44:25

Maravilhoso trabalho! Com certeza fruto de um estudo sério que mais uma vez contempla a carreira da Dra Sônia. Sinto oergulho por ter sido sua aluna e sempre carrego comigo seu exemplo de garra, profissionalismo e amor por tudo que faz!


Natália Sgarbi

EM 24/02/2010 11:27:02

A primeira vez que fui ao dentista foi aos 6 anos e tive a sorte de ser atendida pela Dra. Sônia, que me acompanhou semanalmente por dez anos e é responsável pelo meu sorriso até hoje, aos 30 anos.


Lucilene Bastos Corrâ.

EM 24/02/2010 06:45:07

A Dra sonia foi minha companheira de curso sobre Psicopatologia e Saúde Pública na USP, e seu artigo é excelente, pois se aplicássemos as teorias de D.W.Winnicott em várias áreas do nosso cotidiano, com certeza teríamos pessoas mais ajustadas, o que tornaria nosso mundo bem melhor.


RAQUEL M

EM 23/02/2010 13:48:07

ele é mesmo muito boa adoro ela!


João Wagner

EM 23/02/2010 10:47:45

A dor e o medo são situações que incomodam boa parte da população e principalmente as crianças. A dra Sonia corrobora para a melhora não apenas da odontopediatria, mas sim da qualidade de vida destes pequenos. Parabéns pela matéria.





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