Passaporte Australiano
Hollywood aposta no talento dos atores da Austrália, cada vez mais requisitados nas superproduções
Adriana Prado
Assita ao trailer de "Fúria de Titãs", protagonizado pelo australiano Sam Worthington, estrela do sucesso "Avatar": O diretor James Cameron queria um ator desconhecido como protagonista de “Avatar”. Procurou nos EUA, na Inglaterra, na Irlanda – mas acabou encontrando o “homem certo” na Austrália. Sam Worthington, 33 anos, o escolhido, entrou para uma lista que só faz crescer: a de astros de Hollywood com passaporte australiano. Mel Gibson, Nicole Kidman (nove trabalhos na agenda), Russell Crowe, Naomi Watts, Cate Blanchett e Hugh Jackman são da “terra do canguru” (se não nasceram no país, cresceram lá). O cinema americano anda receptivo aos estrangeiros, mas os “aussies” (gíria que designa australianos) são cada vez mais cortejados. Estrelam blockbusters como “X-Men” e também produções cult como “Cidade dos Sonhos” – e ganham Oscar, a exemplo de Crowe, por “Gladiador”. Worthington, o galã da vez, está no mesmo caminho. Ele já rodou outros três longas, entre eles “Fúria de Titãs”, com estreia em abril, mesmo mês em que chega às telas “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton. A estrela? Outra australiana: a lindíssima Mia Wasikowska. A explicação para esse sucesso é uma só, garantem os próprios australianos: empenho, muito empenho. Eles se desfazem rapidamente do sotaque carregado do inglês falado em seu país e, com o mesmo desapego, aceitam papéis considerados “menores” em filmes de ação – dão dinheiro, mas pouco prestígio. Mesmo quando se tornam celebridades, fazem menos exigências. “Precisamos pagar as contas. Fazemos teatro, cinema, tevê, o que aparecer. Temos uma ética de trabalho diferente, não achamos que temos o direito divino de ser o próximo astro de Hollywood”, disse Worthington à revista americana “Esquire”. Os colegas dos EUA são menos versáteis e nem sempre têm tanta bagagem. Há quem relacione o fenômeno a motivos menos pragmáticos. Os australianos (os homens especificamente) seriam galãs na medida exata, por equilibrarem virilidade e fragilidade. “Na Austrália, as pessoas bem-sucedidas são criticadas, é um fenômeno social. Isso faz com que seus artistas sejam modestos”, disse à ISTOÉ Sophie Scarf, diretora-executiva da Australians in Film. Mas estrelas são estrelas porque levam muita gente ao cinema. Segundo levantamento do jornal australiano “The Courier-Mail”, filmes com aussies no elenco faturaram quase US$ 9 bilhões entre 2000 e 2009. Isso considerando apenas os 12 atores top do país, como Nicole Kidman, cujo cachê gira em torno de US$ 17 milhões. Ou seja, um em cada dez dólares ganhos pelo cinema americano contou com uma forcinha de um australiano. ATORES AUSTRALIANOS EM HOLLYWOOD
NO TOPO
Worthington, de “Avatar”, estrela de três filmes. Nicole tem nove na agenda

Russell Crowe (em “Robin Hood” - foto)
Mel Gibson
Nicole Kidman
Hugh Jackman
Naomi Watts
Cate Blanchett
Eric Bana
Sam Whortington
Geoffrey Rush
Hugo Weaving
Guy Pearce
Toni Colette
Miranda Otto
Mia Wasikowska
Cauan
EM 05/02/2010 15:18:52
Inacreditavelmente, o cinema americano deve muito aos dedicados atores australianos. Embora, não possamos esquecer de muitos exemplos existentes no país. =D Parabéns às produções e à matéria IstoÉ.
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