Causa e efeito
|  ISTOÉ Online |  01.Abr.13 - 19:13 |  Atualizado em 23.Out.14 - 03:53

Regiões do Brasil com população mais armada têm taxa de homicídios sete vezes maior

Locais críticos registram média de 53,3 mortes para cada 100 mil habitantes

Agência Brasil

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As 20 microrregiões brasileiras com maior prevalência de armas de fogo têm uma taxa de homicídios, em média, 7,4 vezes mais alta que as 20 em que a presença de armamentos é mais baixa. A constatação é parte do estudo Mapa das Armas de Fogo nas Microrregiões Brasileiras, apresentado hoje (1º) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O diretor de Estudos e Políticas de Estado, das Instituições e da Democracia do Ipea, Daniel Cerqueira, um dos responsáveis pelo trabalho, disse que há uma relação de causa e efeito entre a presença de armas e a taxa de homicídios. "Apesar de ser uma lei nacional, o Estatuto do Desarmamento teve resultados diferentes dependendo dos esforços dos governos estaduais para controlar a difusão de arma de fogo".

Daniel Cerqueira argumenta que os estados que mais se empenharam no desarmamento da população - São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco - foram os que tiveram quedas mais expressivas da criminalidade entre 2000 e 2010, enquanto na Bahia, no Maranhão e Pará, onde a prevalência de armas não teve o mesmo comportamento, houve aumento dos homicídios.

As 20 microrregiões mais armadas possuem taxa de homicídios média de 53,3 mortes para cada 100 mil habitantes, número que chega a 101,3 em Maceió, e 77,1 em João Pessoa. As duas capitais estão entre as 13 áreas nordestinas no ranking de prevalência de armas de fogo, que tem quatro do Sudeste, duas do Sul e uma da Região Norte. Outras capitais que compõem a lista são Recife, Salvador, Belém, Vitória, Curitiba e Fortaleza.

Já as 20 microrregiões com a população menos armada possuem 7,2 homicídios por 100 mil habitantes, em média, taxa que cai para 0,7 em Barreiras, microrregião de 286 mil habitantes no interior da Bahia que ostenta a menor prevalência de armas do país. Entre as cidades em que proporção é baixa, 12 são do Sudeste, sendo dez de Minas Gerais. O Nordeste possui quatro na lista, e o Sul, duas. Centro-Oeste e Norte participam com uma, cada um.

Na apresentação, o diretor do Ipea mostrou que o aumento de 1% no número de armas aumenta em 1% a 2% a taxa de homicídios de uma região. Por outro lado, a elevação da prevalência de armas não reduz o número de crimes contra o patrimônio: "Isso desmente o mito de que o armamento do cidadão funciona como forma de dissuadir os criminosos a não cometerem crimes contra a propriedade", concluiu Daniel.

Uma estatística preocupante apresentada por Daniel Cerqueira foi o aumento de 50% dos homicídios com arma de fogo praticados dentro dos lares. Para o pesquisador, o aumento está relacionado ao avanço da prevalência de armas em regiões mais marcadas pela violência doméstica.

Outro problema apontado pelo mapa é o aumento do número de armas e de homicídios em microrregiões marcadas pelo desmatamento e por atividades econômicas em que há conflitos pela terra.

GARRAFA

EM 03/04/2013 06:44:31

LOUCO, O GRAVE PROBLEMA DO BRASIL É O DERROTISMO. ELE É UMA MENTIRINHA QUE OS CIDADÃOS CONTAM PARA SI MESMOS, ASSIM SE SENTEM LIVRES DAS RESPONSABILIDADES CÍVICAS. FALAR MAL DOS POLÍTICOS, SEM SER FILIADO A UM PARTIDO É UM EXEMPLO DA MODA DE DERROTISMO. COMENTAR PESQUISAS SEM AS LER, IDEM.


LOUCO

EM 02/04/2013 20:48:50

GARRAFA O GRAVE PROBLEMA DO BRASIL É A FALTA DE EDUCAÇÃO DOMESTICA E ACADEMICA, POLITICA DE PESQUISA CIENTIFICA NAS UNIVERSIDADES, RESPEITO/CUMPRIMENTO DAS LEIS.ESCOLAS PUBLICAS PARA CEGOS/SURDOS/MUDOS...IMAGINE A DEMORA PARA UMA PACIENTE DO SUS , SER ATENDIDA POR UM CARDIOLOGISTA DEMORA 12 MESES


Antonio

EM 02/04/2013 19:16:33

No Mato Grosso existe uma arma para cada 2 pessoas, é um dos maiores índices do país. A cultura da arma aqui vem dos tempos em que não havia presença do Estado e os cidadãos contavam com a arma como forma de defesa. É impressionante ver crianças desde cedo aprendendo a manejar armas.. Fica um apelo


Garrafa

EM 02/04/2013 18:02:33

Pelos comentários não temos nenhum gênio aqui neste rodapé. Acredito também que os "cidadoes" comentadores não foram capazes de ler sequer as notas metodológicas da pesquisa para poder auferir a respeito da sua objetividade. Essas pesquisas são realmente pouco intelegíveis para cérebros "di" rodapé.


maristane pita

EM 02/04/2013 16:34:44

concordo com quem diz, que esta pesquisa é uma farsa, pois so si desarmou os cidadoes de bem. ladrao nao compra arma em loja e muito menos tira porte de arma. na verdade esta foi uma maneira de deixar a população brasileira mais dependente do governo e ate evitar algumas manifestações ...





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