Goleiro Bruno confirma morte de Eliza Samudio, mas nega autoria
Ex-atleta prestou depoimento diante de jurados nesta quarta-feira
Terra
Em depoimento diante do tribunal do júri, o goleiro Bruno Fernandes de Souza negou que tenha encomendado a morte de sua ex-amante Eliza Samudio, em 2010. Na primeira parte de sua fala, ao responder os questionamentos da juíza Marixa Fabiane, Bruno creditou o crime a seu ex-braço direito Luiz Henrique Romão, o Macarrão. Apesar de dizer que não ordenou que Macarrão matasse a modelo, o goleiro afirmou que aceitou quando o amigo o informou do assassinato.
"Excelência, como mandante dos fatos, não é verdade. Mas, de certa forma, eu me sinto culpado", afirmou Bruno, no início de seu depoimento. "Eu não sabia que ela seria executada. Eu não mandei, mas aceitei", disse.
O goleiro iniciou sua fala relembrando a relação que teve com Eliza. Segundo o jogador, após engravidar, a jovem o procurou por diversas vezes para que ele reconhecesse a paternidade do bebê. Após o nascimento de Bruninho, Eliza procurou a imprensa e denunciou Bruno, o que, segundo o jogador, causou desconforto. "Isso sempre colocou em manchetes minha imagem. Aquilo estava atrapalhando a negociação que eu tinha para ir para um time fora do Brasil. Isso incomodou todos ao meu redor (empresários, amigos, familiares)", afirmou o goleiro.
Paralelamente a isso, segundo Bruno, crescia a importância de Macarrão em sua vida. "Eu ficava por conta somente de jogar futebol. O Macarrão cuidava de tudo, eu só jogava bola. O Macarrão era como irmão, tínhamos amizade", disse. Diante das constantes brigas com Eliza, o goleiro decidiu se afastar da modelo e tratar as pendências judiciais apenas por meio de advogados e interlocutores. "A partir do momento que eu deixei de conversar com a Eliza, o Macarrão assumiu o papel. Ele fez isso pra mim. O Macarrão passou a conviver mais com ela do que eu", disse.
O jogador relatou ainda que Macarrão passou a controlar a rotina na residência em que moravam, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. "Dentro da minha casa, no Recreio dos Bandeirantes, eu quase não tinha tempo de usar minhas coisas. Eu sempre ficava em hotel. Eu reparei com tempo que a Ingrid (então noiva do jogador) estava triste, ela não falava nada. Até que um dia ela explicou que o Luiz Henrique começou a comandar demais, e ela perdeu a liberdade dentro de casa", disse Bruno. "O Macarrão se sentiu o próprio Bruno. Aquele Bruno que morreu dentro da penitenciária Nelson Hungria", completou.
Morte de Eliza
Na noite em que Eliza foi morta, Bruno relata que Macarrão e o primo do jogador, Jorge, deveriam levar a modelo para casa, após entregar a ela dinheiro. "Acho que ela iria de avião, mas não deixou claro. Por volta de umas 23h, retornaram Luiz Henrique, Jorge e o Bruninho. Nesta hora eu estava na cozinha, onde fazíamos festa. Eles desceram do carro e o Jorge estava muito assustado. O Macarrão também estava, mas estava mais tranquilo. Perguntei por que criança estava com eles, chorando. Eu perguntei onde a Eliza estava. 'Pelo amor de Deus, o que vocês fizeram o que ela?'. O Macarrão disse: 'eu resolvi o problema que tanto de atormentava'", relatou o jogador.
O jogador afirma que, naquele momento, pegou o filho no colo e o passou para Dayanne, e foi conversar com a dupla. "O Jorge falou que o Macarrão ajudou a matar a Eliza. Neste momento eu fiquei desesperado e disse ao Macarrão: 'O que você fez? Isso não tinha necessidade'", afirmou Bruno. Segundo o goleiro, Jorge contou a ele que Eliza foi esquartejada e teve partes de seu corpo jogadas aos cachorros. Macarrão, porém, negava a história.
"O Macarrão afirmou que o tormento tinha acabado, que resolveu tudo. O Macarrão disse que ela estava atrapalhando demais, excelência. Daquele momento eu senti medo. Eu perguntei ao Macarrão 'pra que isso?'. Ele respondeu que o Jorge estava louco, que isso não tinha acontecido. O Macarrão não confirmou a história", disse.
"O Jorge me contou que o Macarrão foi até o (estádio) Mineirão, conversou com uma pessoa, não soube explicar quem era. Ele me contou que eles foram para um casa, na região de Vespasiano, e entregou a Eliza para o Neném. Lá o rapaz perguntou para ela se usava drogas, cheirou a mão dela e pediu para amarrar as mãos dela. Depois, deu uma gravata nela e o Macarrão ainda chutou as pernas de Eliza", afirmou Bruno. Questionado se Neném seria o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, Bruno não confirmou. "O Jorge só falou o nome de Neném. Não falou em apelido de Bola", afirmou.
Lino
EM 08/03/2013 06:58:58
Quem foram os pais de Bruno ?.....Como é que surge um monstrinho assim no mundo ?.....Parece que não sofreu fome....Mas então como é que fica uma "pessoa" tão ruim assim ?......
sidineizancanaro
EM 07/03/2013 11:03:36
NESSA HISTORIA , NAO TEM NENHUM SANTO , TODOS SAO CULPADOS............
MAX
EM 07/03/2013 10:26:09
Teria sido muito mais fácil se simplesmente tivesse reconhecido a paternidade e pagado a pensão. Agora tem que reconhecer a paternidade, pagar pensão e pagar pelo crime de assassinato.
Helvécio
EM 07/03/2013 08:45:17
Como disse o Dr. Arteiro esse Bruno é o pior de todos e super dissimulado... mandou matar e sumir com o corpo porque ele achava que por ser "famoso" ele era poderoso porque onde ele nasceu só preto , puta e pobre vão pra cadeia mas ele vai mofar na cadeia que é lugar de bandido!
jay
EM 07/03/2013 06:23:45
Será que vai ganhar salário reclusão, ou já ganha? No Brasil: salário reclusão para criminosos: 915,00 reais Salário para cidadão honesto que trabalha: 622,00 reais Tem alguma coisa errada no Brasil?
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