Viva os balangandãs
Pulseiras invadem o verão e dão um colorido místico para os braços
O verão está aí. As roupas vão diminuindo e sobra espaço para os adereços. Encher os braços de pulseiras e colocá-los de fora é o charme do momento. Desde que Richard Gere, o homem mais sexy do mundo, colocou no pulso um mala, pulseira budista feita de contas de madeira, que promete trazer boa sorte, todo mundo quis tirar uma casquinha. O ator, um dos maiores defensores do budismo no mundo ocidental, estava apenas sendo fiel a sua crença, mas acabou lançando a tendência. Depois dele outros famosos investiram nesses adereços. Madonna foi um deles. Apostando nas forças espirituais, ela se vestiu a caráter e apareceu em vários eventos com uma pulseira de pedras chinesas no pulso. Foi o suficiente. Seja por convicção ou por estilo, as contas se multiplicaram nos braços dos americanos e, claro, chegaram ao Brasil. “A febre do verão é colocar os braços à mostra enfeitados com vários modelos de pulseiras”, garante Marcelo Martinez, designer da etiqueta Acessórios Modernos. Elas podem ser os braceletes coloridos do mundo rave – feitos de plástico e que brilham na luz negra –, as de cristal e os malas budistas. O significado varia conforme a cor e o material. Turquesa, acredita-se, tonifica o corpo e ajuda a desintoxicar; o cristal de rocha promete vida longa e força para enfrentar desafios; o quartzo cor rosa é o amuleto do amor. Os motivos para usar também variam. A cantora Monica Tomasi, 33 anos, é budista, e usa seus adereços por convicção religiosa, mas não se incomoda que eles tenham entrado no mundo do consumo e da moda. “Acho engraçado. Mas é bom porque faz as pessoas exercitarem a fé, mesmo que seja acreditando que a pulseirinha branca traz paz e a vermelha amor”, diz Monica. Ela usa um mala de sândalo, soprado (benzido) por dois líderes budistas que estiveram na Brasil. A jornalista Tatiana Aranha não gosta de usar a pulseira sem saber direito o significado. “Uso a minha porque foi presente de um amigo querido. Como ele é budista acredito que sabe o que faz.” É uma moda acessível. Cada pulseira pode custar até R$ 30 em butique de grife, mas os camelôs vendem modelos a partir de R$ 2. Vai ter gente reclamando da banalização de símbolos religiosos. Mas já é um vo-to vencido. Preços dos Balangandãs
Madeira R$ 8,50;
Cristal R$ 12;
Turquesa e quartzo rosa R$ 23
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