A versão da ex de Arruda
Mariane Vicentini diz que o governador usa o dinheiro da corrupção para construir patrimônio não declarado à Receita
Mino Pedrosa
Exclusivo A atriz Mariane Vicentini, ex-mulher do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, não se surpreendeu com as denúncias e as imagens de corrupção que colocam seu ex-marido como o chefe da quadrilha do Mensalão do Demo. “Ele se aliou a pessoas que são sujas e perigosas, e há muito mais para ser investigado” disse Mariane à ISTOÉ, referindo-se a Durval Barbosa (ex-secretário de Relações Institucionais), Marcelo Toledo (braço direito de Durval) e Fábio Simão (ex-chefe de gabinete). Segundo a ex-mulher de Arruda, além do dinheiro entregue em espécie, o governador teria gastos pessoais pagos com dinheiro ilegal através de cartões de crédito usados por seus principais auxiliares. Ela se recorda, por exemplo, de uma viagem para Aruba e depois Paris, no final de 2006. “A viagem foi feita pouco antes da posse dele como governador. Em Paris, nos hospedamos no hotel Plaza Athénée e todas as despesas foram pagas no cartão de Simão”, afirma. “O dinheiro tinha sido arrecadado junto a empresários que têm interesses no governo do DF.” A ex-mulher acusa Arruda e seu grupo de estarem usando o dinheiro arrecadado na compra de propriedades e citou um haras nos arredores de Brasília. “Não sabia que Arruda gostava tanto de cavalos, mas soube que ele comprou um haras e recentemente deu de presente para nosso filho de quatro anos um cavalo puro-sangue”, lembra. De acordo com ela, nem todas as propriedades do governador estão em seu nome. O casal se conheceu em 1990. Três anos depois, Arruda deu para Mariane um apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro, e em 2000 os dois passaram a viver juntos em Brasília. No mesmo ano, ISTOÉ revelou que Arruda e ACM fraudaram o painel do Senado e ambos renunciaram. Na ocasião, Mariane foi uma das poucas pessoas que ficaram ao lado de Arruda. A separação veio no início de 2007, meses depois da posse de Arruda como governador. No acordo da separação extrajudicial, Mariane recebeu cerca de R$ 15 milhões. Faz parte da pequena fortuna uma casa avaliada em R$ 2,8 milhões. “A casa estava no nome de um construtor que tem contratos com o governo do Distrito Federal, foi transferida para os filhos mais velhos de Arruda e depois para mim”, conta Mariane. Em 2006, quando se candidatou ao governo, Arruda declarou à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio de R$ 598 mil, composto de um apartamento em Brasília, um apartamento, uma casa e dois terrenos em Itajubá (MG), um OMEGA 2009, uma Ranger 2001 e um Gol 2001. “Muitas propriedades dele ficam em nome de laranjas e até de pequenos construtores”, diz a ex-mulher. “É só investigar que muita coisa pode vir à tona.” Segundo Mariane, o esquema do governo de Arruda não difere do que funcionou em governos anteriores. Ela diz que, já durante a campanha, Durval, Simão e outros começaram a gravar Arruda e empresários para que depois de eleito o governador fosse obrigado a abrigar a quadrilha. “Lembro que deixava os comícios para correr para casa e amamentar o nosso filho; enquanto isso, esse grupo alimentava a discórdia para provocar a minha separação, pois nunca o recebi em minha casa. Fui saber depois que, enquanto eu amamentava nosso filho, Arruda se encontrava com mulheres apresentadas por esses assessores que o gravavam e filmavam para chantageá-lo depois”, afirma. “Até o carro usado por Arruda na campanha foi todo grampeado pelo Simão.” Mariane quer ser candidata a deputada federal e hoje está aliada ao ex-governador Joaquim Roriz, adversário de Arruda. Ela assegura, no entanto, que não tem nenhuma relação com o grupo de Durval e teme pelo futuro do ex-marido. “Ele pode até se suicidar. Não duvido disso. Na crise do painel do Senado, esteve próximo do suicídio. Seu comportamento é variável: ora eufórico, ora depressivo. Toma remédios controlados e pode acontecer uma tragédia”, conclui. Na tarde da quinta-feira 3, Arruda lamentou as declarações feitas pela ex. Disse que não tem contato com ela há mais de três anos e entende que as afirmações feitas por ela são uma tentativa de politizar questões pessoais.
Separação milionária No acordo extrajudicial, ela ficou com R$ 15 milhões. Depois se aliou a Roriz e agora diz que há mais a ser investigado
Julimar
EM 12/02/2010 10:44:59
Chutar cachorro morto é sacanagem. Quero ver cantar a bola antes da bomba explodir...
Ênio
EM 18/12/2009 20:11:33
Essa não passa de uma cúmplice, beneficiada da corrupção! Tem é que devolver o dinheiro que recebeu da separação aos cofres públicos e ser processada tbm, Pois não passa de uma covarde que só abriu o bico porque o maridão preferiu outra!
Maria o Carmo
EM 18/12/2009 11:50:44
Mulher de bandido é bandida também! Será que na partilha dos bens ela não achou que 15 milhoes era muito dinheiro? Será que ela não sabia que honestamente ele nunca poderia ter acumulado tanto? Os dois são farinha do mesmo saco! Será que nós merecemos mais uma Futura Política pilantra????
Cabrabom
EM 15/12/2009 11:40:56
"Ele me levou pra passear em Aruba e Paris, deu um cavalo puro-sangue para o nosso filho e há muito mais para investigar".
Francisco Airton da Silva
EM 15/12/2009 10:35:10
Lamentável....; as pessoas não aprendem com seus erros (infeliz/), devido à busca desenfreada por "dinheiro"; também desaprovo a atitude da referida cidadã; inimaginável que a mesma também não tenha desfrutado dos favores alheios...ROGO À DEUS para que ARRUDA não tente o suicídio (encare sua falhas)
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