Brasil
|  N° Edição:  2206 |  16.Fev.12 - 21:00 |  Atualizado em 24.Mai.12 - 19:48

Vereadora rejeitada

Decisão do TRE-RJ de devolver mandato à Carminha Jerominho, cassada em 2009, constrange seus próprios pares, que trabalham para barrar seu retorno

Wilson Aquino

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LIGAÇÕES PERIGOSAS
Carminha é ligada à milícia da zona oeste carioca

A insólita cena aconteceu no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro na quarta-feira 15, quando o réu Natalino Guimarães — julgado, agora, por tentativa de homicídio e já condenado por formação de quadrilha e outros crimes, em 2008 — interrompeu seu interrogatório para festejar uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral. “Minha sobrinha, graças a Deus, está voltando”, disse ele, referindo-se à decisão do TRE de devolver o mandato (veja quadro) de vereadora à Carmen Glória Guinâncio Guimarães Teixeira, conhecida como Carminha Jerominho (PTdoB). Na fila para interrogatório no banco dos réus havia mais dois parentes de Carminha: o pai, Jerônimo Guimarães Filho (Jerominho) e o irmão, Luciano. Todos condenados e apontados como fundadores e chefes da Liga da Justiça, a maior milícia do Rio, que controla com mãos de ferro várias comunidades na zona oeste carioca. Carminha Jerominho, 34 anos, derramava lágrimas de alegria, alheia ao movimento de um grupo de vereadores, que, nos bastidores, estuda medidas legais para impedir seu retorno à Casa. “Vamos torcer para que o Ministério Público Eleitoral recorra da decisão. Ou vamos ver como a Procuradoria da Câmara pode barrar a volta dela”, afirmou à ISTOÉ um parlamentar que pediu anonimato.

Carminha se elegeu, em 2008, com 22 mil votos. Um detalhe chama a atenção: ela passou parte da campanha encarcerada no presídio federal de Catanduvas, no Paraná, acusada de coagir eleitores a votar nela. Empossada em janeiro de 2009, teve o mandato cassado seis meses depois por irregularidades na prestação de contas da campanha. Assim como ela, seus parentes também apresentam histórico de práticas nada republicanas. O pai e o tio de Carminha, Jerominho e Natalino, também tiveram seus mandatos parlamentares cassados (o primeiro era vereador pelo PMDB e, o segundo, deputado estadual pelo DEM) e cumprem pena de dez anos no presídio de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Por isso, não é de se estranhar que a herdeira política do clã Jerominho seja persona non grata na Câmara dos Vereadores. Procurada por ISTOÉ, ela não quis se pronunciar, mas o presidente e advogado do PTdoB, seu partido, Vinicius Cordeiro, defendeu-a: “Não existe crime por hereditariedade.” A decisão do TRE devolve à vereadora, a partir do mês que vem, além do gabinete, o salário em torno de R$ 15 mil e verba de R$ 150 mil para contratar assessores.

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O leitor

EM 25/02/2012 12:45:19

Deve ter sido a coisa mais fácil ganhar a eleição. Você acha que a "Liga da Justiça" não coage todo o subúrbio para eleger quem eles queiram. Não é a primeira nem será a última. Com relação ao comentário anterior, não existe preconceito, existem fatos e nomes: Marco Maia, Collor, Sarney, Severino...


Osvágrio

EM 21/02/2012 10:56:09

Aliás Rio de Janeiro e São Paulo sempre contribuíram com o Brasil enviando, em todas as eleições, um bom número de corruptos para os parlamentos, e ainda têm preconceito com nordeste... sei não, viu.


Carlos Mendes da Silva

EM 20/02/2012 21:59:50

Melhor impossivel, vamos aceitar a deputada e assim caminha o Rio de Janeiro e o Brasil e vai ser reeleita , quer apostar?


TIAGO SOARES

EM 20/02/2012 15:02:28

DEVERIA NESSE CASO, PELO MENOS, QUE O PRÓPRIO PODER LEGISLATIVO, USANDO DOS MEIOS CABÍVEIS, RETIRASSE O MANDATO DELA. ELE NÃO TEM UMA REPUTAÇÃO RETILÍNEA PARA SER VEREADORA.!!!!FORA CARMINHA JEROMINHO. NÃO DEVERIA NEM TER SAÍDO DE CATANDUVAS, DEVERIA SE HOSPEDAR LÁ PARA SEMPRE!!!


Ivany Rodrigues

EM 18/02/2012 14:58:59

Depois do Lupi ser contratado pelo prefeito do Rio, nehuma noticia me espanta mais! FICHA LIMPA NELLES!!!!!!!!!!





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