Tecnologia & Meio ambiente
|  N° Edição:  2203 |  27.Jan.12 - 21:00 |  Atualizado em 20.Mai.13 - 11:40

Bonitinho, mas predador

Atirado por acidente na Costa Leste dos EUA, o peixe-leão desceu o Atlântico, deixou um rastro de destruição no Caribe, está perto do Brasil e ameaça a população nacional de lagostas

Wilson Aquino

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Um peixe fofinho, de cerca de 30 centímetros, que encanta os aquaristas por causa de suas listras coloridas e barbatanas, é apontado pela comunidade científica como o novo terror dos mares. Desde que foi atirado acidentalmente no Oceano Atlântico, na Costa Leste dos Estados Unidos, o peixe-leão-vermelho, contrariando as expectativas dos biólogos, disseminou-se pela América Central e já chegou à América do Sul, deixando um rastro de devastação que, temem os cientistas, pode causar grave desequilíbrio ecológico. Seu apetite voraz o leva a consumir todo tipo de peixe e organismo marinho que caiba na boca – seu estômago pode se expandir em até 30 vezes, ou seja, comporta muitos camarões, siris e filhotes de lagosta, as vítimas preferidas. E o pior é que o peixinho está cada vez mais perto do Brasil. Foi avistado na costa da Venezuela, a cerca de 1.500 quilômetros do Amapá.

Nativo das águas quentes dos recifes de corais dos oceanos Índico e Pacífico, ele se adaptou bem à temperatura do Atlântico, onde não para de se multiplicar. “Como não tem predador natural, exatamente por ser exótico, a população dele cresce muito rápido”, explica o professor do departamento de biologia marinha da Universidade Federal Fluminense (UFF) Abílio Soares Gomes.

O peixe-leão-vermelho também não tem presa específica para devorar. “Nos Estados Unidos, constataram que apenas um peixe-leão pode arrasar um hectare de corais em uma semana”, alerta a diretora-executiva do Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, Sílvia Ziller. O peixe-leão-vermelho também ameaça o ser humano, já que seus espinhos venenosos causam dor intensa. “Os pescadores do Amapá estão sob risco”, adverte Sílvia.

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Clayton Marcio Pinheiro

EM 07/02/2012 16:48:15

Boa pergunta Eduardo, ao invés de ficar chorando sobre o leite derramado você pensou numa forma de resolver o problema. É válido. O que pega é que mesmo que exista uma outra especie que seja predadora desse peixe de onde ele veio, pode ser que não exista especie predadora desse outro também.


mauricio aquino

EM 05/02/2012 13:23:19

visitem www.CaracolAfricano.com leiam www.smtpilimitado.com/kennel/AliancapelaVida.pdf


Tiago

EM 01/02/2012 13:00:38

Não é de hoje que este tipo de bioinvasão marinha ocorre. Um dos maiores problemas é a água de lastro dos navios, que vem introduzindo espécies exóticas em todos os mares do planeta. Segue a dica de um bom livro sobre o tema: "Água de Lastro - Um Problema Ambiental Global" Editora Jurua, 2010.


miriam

EM 29/01/2012 11:58:48

Queria saber o que o imbecil que desovou esses peixes no oceano atlântico sente ao ver o tamanho do estrago que fez. babaca.


paulo

EM 28/01/2012 19:37:07

As espécies exoticas estão por toda parte, nos mares como o peixe citado,em terra firme caramujo gigante africano ,eucliptos, pinus e uma série muito grande de orgnismos prejudiciais. Pessoas desinformadas e irresponsáveis não enxergam nada de errado com o que o progresso causa ao meio ambiente.





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