Brasil
|  N° Edição:  2200 |  06.Jan.12 - 21:00 |  Atualizado em 23.Fev.12 - 06:28

Mais um gol de Romário

O tetracampeão de futebol contraria todos os prognósticos e se torna um craque também no Congresso, respeitado por adversários e reconhecido como um dos parlamentares mais influentes do País

Claudio Dantas Sequeira

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OLHO VIVO
Romário em sessão no plenário: fiscal das obras da Copa

Quando o ex-atacante Romário foi eleito deputado federal pelo PSB, com quase 150 mil votos, muita gente duvidou que ele con­seguiria repetir no Con­gresso o sucesso alcançado nos gramados. Alguns escorregões no início do mandato reforçaram essa impressão. Primeiro, a nomeação de belas loiras como assessoras parlamentares, sem nenhuma experiência na área. Depois, um flagra numa praia carioca em dia de sessão legislativa. As bolas foras serviram de alerta para o baixinho. Depois de um ano em Brasília, a conclusão é inevitável: Romário conseguiu virar o jogo e se mostrou um craque também no plenário. Assíduo em sessões plenárias e em comissões, o parlamentar vestiu a camisa em defesa dos portadores de necessidades especiais – ele mesmo tem uma filha com síndrome de Down – e assumiu o papel de fiscal das obras da Copa de 2014, abrindo uma guerra pública com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Em entrevista exclusiva à ISTOÉ, Romário diz que tinha vontade de concorrer à Prefeitura do Rio em outubro próximo, mas o PSB já firmou aliança para apoiar um candidato do PMDB. Seguir o partido, aliás, não tem sido difícil para o tetracampeão. “Política, assim como o futebol, é jogo de equipe”, afirma.

Ganhar projeção em meio a um universo de 513 deputados não é nada fácil, especialmente para quem está no primeiro mandato. Não se trata simplesmente de atrair a atenção da mídia, o que é natural no caso de Romário, mas ser reconhecido entre os colegas, até mesmo por adversários de legenda. Pouco antes do recesso parlamentar, em meados de dezembro, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), mesmo sendo de oposição, elogiou a atuação de Romário. “Ele foi um dos maiores atletas do planeta e está se mostrando também um deputado federal de alto nível”, afirmou Demóstenes Torres. Recentemente, a consultoria Arko Advice incluiu o tetracampeão na Elite Parlamentar de 2011, um ran­king feito desde 1998, em que são eleitos os 105 congressistas mais influentes no ano. “O Romário sempre foi um cara muito inteligente, não é um abestado”, diz o cientista político Murilo de Aragão, presidente da Arko Advice. “Podia ser juvenil em matéria de política, mas acabou se destacando, especialmente no debate sobre a Copa do Mundo.”

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"Falei para o Ronaldo tomar cuidado. No futebol, se a gente erra
um gol, o torcedor perdoa. Na política, se fizer besteira, já era"

Em novembro, Romário foi o destaque da audiência pública da Comissão Especial da Lei Geral da Copa, que contou com a participação do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, e do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Partiram dele todas as perguntas relevantes sobre as denúncias que rondam a CBF, os gastos públicos na Copa e as tentativas da Fifa de interferir nas leis brasileiras. Sem obter resposta a seus questionamentos, Romário chamou a audiência de circo. Foi seguido por outros parlamentares e a reunião teve de ser encerrada às pressas para evitar que políticos e comandantes do esporte se digladiassem. Em dezembro, a temperatura baixou após uma reunião de Romário com Teixeira e Ronaldo Fenômeno, nomeado para o conselho de administração do Comitê Organizador Local da Copa (COL-2014). “O Ronaldo não emprestaria sua imagem para uma furada”, afirma Romário. Também em dezembro, Romário marcou um golaço ao obter do comitê a garantia de que haverá uma cota de 38 mil ingressos gratuitos para a Copa a portadores de necessidades especiais. “Um dos motivos que me levaram a entrar na política foi a minha filhinha Ivy, que tem síndrome de Down”, diz o ex-jogador. “Vou lutar para melhorar a vida dessas pessoas. Essa é minha maior bandeira.” 

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Elisete

EM 15/01/2012 22:01:23

Tá com cara de matéria paga...


fernandes@

EM 09/01/2012 07:54:06

É vergonhoso td isto: craque no congresso?!. Sensacionalismo puro. Típico das revistas que circulam no BRASIL. E leitor se comporta infantilmente diante disto td. Por favor!


Mineiro Envocado

EM 08/01/2012 17:18:26

Não votei nele. Sou Fla. desejo que ele seja um craque na política, tem tudo para ser. Caso seja o rapaz de língua solta... Se calar e grampear sua língua... saia fora o quanto antes. Necessita olhar para a ABBR-AACD-APAEs e os Asilos sérios para os idosos e proteger nossas crianças verdadeiramente.


Walquiria Faria

EM 08/01/2012 17:05:57

A única coisa que ele fez até hoje, foi abraçar a causa dos deficiêntes, porque ele tem todo interesse nisso, já que sua filha é uma deficiênte.


Hilda

EM 08/01/2012 16:28:51

No Congresso Nacional ser honesto e não fazer parte de esquemas de desvios de recursos públicos com emendas fraudulentas, nepotismo cruzado, venda de apoio à projetos impopulares etc... já é um progresso.Pelo menos o baixinho mostrou valor em outra profissão antes,não vote em políticos de carreira!





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