Massacre na escola
|  N° Edição:  2198 |  21.Dez.11 - 21:00 |  Atualizado em 02.Mar.15 - 20:31

O assassino de Realengo

O Brasil foi apresentado à face mais cruel do bullying diante das 12 vítimas de um colégio carioca, mortas por um ex-aluno

Wilson Aquino

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PREMEDITADO
Wellington treinou tiros dias antes de protagonizar a tragédia

Sete de abril de 2011. Nesta data, os brasileiros ficaram estarrecidos diante de uma tragédia até então inimaginável em território nacional. Um jovem entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, matou 12 estudantes e feriu à bala outros 12, antes de se matar com um tiro na cabeça.

O atirador se chamava Wellington Menezes de Oliveira, tinha 23 anos e era ex-aluno da instituição. Oliveira agiu sozinho. Ele queria se vingar do bullying que teria sofrido na escola. O episódio fez o Brasil parar para pensar, e agir contra essa prática – mais comum do que se supunha entre estudantes.

O bullying é toda atitude agressiva, física ou moral, feita de forma repetida, entre iguais. “De 7 de abril para cá, as pessoas ficaram extremamente mobilizadas para questões de violência nas escolas”, conta a professora Mércia Cabral de Oliveira, da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. O Congresso Nacional também se mexeu e instalou uma Frente Parlamentar Mista de Combate ao Bullying e Outras Formas de Violência. Oito meses depois, a Tasso da Silveira está sendo reformada e as famílias das vítimas se uniram em torno da dor – fundaram a associação “Anjos de Realengo” para preservar a memória dos alunos e evitar que a tragédia seja esquecida. 

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