Um MST que não põe medo
Os programas sociais, a melhoria de renda dos brasileiros e os avanços da agricultura reduziram a tensão no campo
Pedro Marcondes de Moura
No mês passado, dezenas de líderes do Movimento dos Sem Terra (MST) publicaram um manifesto rompendo com a organização por ela haver se tornado demasiado governista, distante de suas lutas históricas. O racha na cúpula comprova a mudança drástica sofrida por esse movimento e constatada por ISTOÉ em setembro. Fundado em 1984, o MST fez história no País. Angariou legiões de simpatizantes, organizou excluídos, pôs na parede latifúndios improdutivos e ameaçou revolucionar o campo. Em 2011, no entanto, mostrou que hoje não passa de uma pálida imagem do que já foi. Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o número de famílias acampadas ligadas ao movimento diminuiu seis vezes em uma década. Durante o governo Lula, a queda foi ainda mais abrupta: de 32.738 famílias para 1.204. Boa parte dos acampamentos dos sem-terra agora são apenas amontoados de barracos vazios, habitados unicamente nos fins de semana para atividades de mobilização do MST. A luta pela terra virou uma atividade secundária. Essa perda de importância, no entanto, não se refletiu no acesso a verbas públicas. Apesar de o MST não existir juridicamente, os repasses à organização, por meio de entidades e cooperativas, triplicaram, segundo a ONG Contas Abertas. O momento econômico influi diretamente no declínio do MST. Os programas sociais de transferência de renda, o aumento da produtividade das lavouras e os empregos gerados pelos avanços do agronegócio reduziram os bolsões de miséria no campo, principal fonte de captação de novos militantes. Nas cidades, o número de carteiras assinadas também bate recorde. Sem contar que a própria ideia da reforma agrária como modelo de desenvolvimento saiu da pauta do governo federal. Não faz parte sequer da principal bandeira de erradicação da pobreza extrema do País, o Brasil Sem Miséria.
nqhpnxdj
EM 26/04/2012 18:05:27
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Jijikiki
EM 25/04/2012 21:39:49
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julio
EM 26/12/2011 11:36:01
Não existem mais tantas famílias acampadas porque a grande maioria foi assentada. O que falta agora é a liberação de crédito subsidiado (subsidiado sim porque é o resgate de uma dívida histórica com a população rural humilde que por anos foi escravizada) para que o assentado torne a terra produtiva.
SANTOS
EM 25/12/2011 18:28:08
AS OBRAS DA TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FFRANCISCO DEVEM, EM PARTE SER REFEITAS, OU SEJA, O PREJUÍZO PELO QUE ESTÁ SE ESTRAGANDO..SAIRÁ DOS NOSSOS IMPOSTOS... O PESSOAL DO MST QUE SÓ SERVIU DE MASSA DE MANOBRA DO PT, BOIS DE PIRANHA DOS COMPANHEIROS, HOJE NÃO TEM MAIS INTERRESSE. SEUS LÍDERES ESTÃO BEM R$
SANTOS
EM 25/12/2011 18:22:05
O PT COOPTOU OS CARAS QUE LIDERAM O MST, COM A VERGONHA DA BOLSA FAMÍLIA QUE SO FAZ AUMENTAR A INAPEptÊNCIA PELO TRABALHO, SEM CRIAR AS CONDIÇÕES... A DEMAGOGIA DESSE GOVERNO, VIDE AS OBRAS DA TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO..QUASE PARAAS, TRECHOS ABANDONADOS QUE PRECISAM SER REFEITOS, COM R$ PÚBLICO.
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