Comportamento
|  N° Edição:  2188 |  14.Out.11 - 21:00 |  Atualizado em 25.Mai.12 - 00:29

Aprendendo a ser mulher

Cursos que ensinam a recuperar a essência da feminilidade viram moda e apontam para um novo comportamento feminino

Débora Rubin

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DEUSA
Claudya Toledo ensina as alunas a perderem o medo de ser fêmeas

Cinquenta mulheres marcham, num ritmo cadenciado e charmoso, em uma manhã de sol dentro de uma reserva ecológica próxima a São Paulo. Sob a coordenação de uma líder, reproduzem em alto e bom tom as frases da capitã: “Eu sou rica e poderosa! Eu sou doce e carinhosa! Eu sou fle-xí-veeeel!” De longe, parece um bando de loucas. De perto, uma das práticas de um workshop cujo objetivo é recuperar a feminilidade perdida. O seminário “Deusas”, oferecido pela agência A2 Encontros, inclui práticas de meditação, exercícios de cura física com uso de argilas sagradas e banhos de ofurô e ainda palestras sobre autoestima. A mestra e dona da agência, Claudya Toledo, traz em sua fala os ensinamentos trazidos de suas viagens à Índia. Cinco mil mulheres já participaram do seminário em São Paulo e no Rio de Janeiro. Executivas, médicas, advogadas, publicitárias e empresárias investem R$ 1.800 pelo intensivão. A maioria, todas com mais de 30 anos, chega lá porque se inscreveu na agência para achar um namorado. E ouvem de Claudya que, antes de encontrar um homem, é preciso reencontrar a mulher que há dentro delas. “As mulheres estão fortes, poderosas e mentais, o que é ótimo”, explica. “O problema é que se masculinizaram tanto que temem ser fêmeas. Nosso trabalho é ajudar a recuperar a face oculta da deusa.”

O discurso da masculinização da mulher está na boca de todas as professoras do feminino. O gatilho desse processo, dizem, foi a entrada no mercado de trabalho. Hoje, décadas depois do feminismo, ainda buscam voz para denunciar que ganham menos, sofrem mais preconceito e são menos reconhecidas. “Só que não precisamos ser tão competitivas. Conseguiríamos muito mais sendo simplesmente femininas”, acredita a professora de ioga Érica Sitta, que tem uma escola em Bauru (SP) na qual oferece cursos de danças sensuais, strip-tease e aulas de maquiagem sagrada inspirada em tradições hindus. “Trabalhamos também a cooperação, mostramos que é muito melhor quando as mulheres se ajudam.”

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AUTOESTIMA
Aulas de danças, strip-tease e maquiagem sagrada
são algumas das técnicas usadas por Érica Sitta

A médica Suzikelli Lisboa Souza, 39 anos, de Campinas, mudou não só sua postura pessoal como a profissional após participar do seminário “Deusas”. Filha de militar, ouviu a vida toda que ela tinha que ser forte, independente e bem-sucedida. Fez por merecer e tornou-se uma endocrinologista de sucesso. Mas estava infeliz. “Eu era um sargentão”, recorda. “Hoje, tenho uma vida equilibrada e tranquila.” O impacto foi tão grande que o atendimento às suas pacientes mudou completamente. Agora, Suzikelli conduz um estudo com as participantes do seminário para fazer uma comparação dos hormônios antes e depois do evento.

Quase todos os cursos para ser mulher bebem de fontes orientais ou tradições ancestrais. No Escola do Feminino, as mestras viajaram para lugares remotos da Ásia e Europa e trouxeram tradições antigas que foram adaptadas para os tempos atuais. Características das gueixas japonesas, das gueteras gregas, das indianas devadassis e das amazonas da Sibéria permeiam os ensinamentos dessas mulheres de São Paulo. No workshop “Sensualidade à flor da pele”, a orientadora Juliana Camargo ensina que ser sensual não tem nada de errado. “O tema virou um tabu e a mulher só procura ajuda nesse sentido quando quer conquistar alguém”, lamenta. “Ensinamos que ser sensual é o natural da mulher e que essa busca não deve ser focada no outro.”

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NO PONTO
Antes do curso, a médica Suzikelli Souza  se considerava
um “sargentão”. Hoje tem uma vida mais equilibrada

Além dos cursos específicos do feminino, outras áreas de conhecimento começam a atender essa demanda. Existem especialistas em florais, em programação neurolinguística (PNL) e até coaching focadas em mulheres. Melissa Setubal, de Vitória (ES), oferece algo pouco explorado no Brasil: o coaching de saúde integrativa. Ela usa os princípios da técnica de desenvolvimento pessoal típica do mundo dos negócios só que voltados para a saúde da mulher. No caso de Melissa, suas pacientes a procuram com queixas de problemas como ovário policístico, tireoide desregulada, TPM e infertilidade. Além de ajustes na alimentação, a especialista pede que elas olhem para dentro e busquem o que se perdeu na essência de mulher. “Algumas chegam reclamando que não podem ser uma mulher de fases, que querem ser estáveis como os homens”, conta a coach, que mostra a elas como tirar vantagens de cada etapa do ciclo menstrual.

Para a psicóloga e instrutora de PNL, Rebeca Fischer, essa busca mostra que as mulheres estão cansadas de brigar por direitos iguais nos já ultrapassados moldes feministas. “Para conquistar seu lugar, elas copiaram os homens só nas características patológicas, como a agressividade. E agora não querem mais esse caminho”, diz. A terapeuta holística Claudia de Castro Alves, do Instituto Love Creation, na Alemanha, acredita que o mundo está em desequilíbrio e que é o momento de as mulheres mostrarem que o poder pode ser suave. E o homem, como fica diante dessa movimentação? “Quando a mulher encontrar seu novo lugar, eles automaticamente serão obrigados a repensar o seu”, protefiza Claudia.

miria

EM 25/10/2011 20:56:06

Minha vida tambem mudou depois que tive acesso ao conhecimento da escola do feminino. Parei de treinar minhas clientes com 20 kg na barra de agachamento, para e ensina-las a ter os mesmo beneficios com as dancas femininas, yoga e stividade ao ar livre.


Carmem

EM 25/10/2011 07:42:04

E na rua, parece que tudo gira ao meu redor, todos querem me ajudar, carregar minhas compras, etc. Somente quem experimenta o poder do Deusas pode saber o que acontece. O Deusas é exatamente o que ele se propõe: Limpeza, Cura e Transformação. Espero estar presente nos próximos!


Carmem

EM 25/10/2011 07:41:30

Para mim, os fatos q aconteceram após o Deusas falam por si. Quando cheguei em casa no domingo havia no meu email 2 mensagens de ex-namorados q há anos eu não tinha contato, perguntando como eu estava. E na segunda-feira, recebi um telefonema de uma pessoa q a algum tempo não fazia contato. CONTINUA


Carmem

EM 25/10/2011 07:39:58

O Deusas é mais que um workshop para descoberta do feminino, esse potencial todas nós sabemos que temos e sabemos colocar em nosso favor quando queremos. Neste aspecto o Deusas é um redespertar do que já possuímos. O Deusas vai além, move energias a medida que você move a sua. CONTINUA...


Silvia maria

EM 21/10/2011 17:02:14

Mulheres do Brasil: não tenham medo de serem mulheres e de reaprender a serem femininas. O mundo precisa de mais beleza, paciência, tolerância, suavidade, enfim, mais amor. E a mulher, com sua emotividade e também sua racionalidade afetiva tem condições de fazer um mundo melhor!





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