Cultura
|  N° Edição:  2187 |  07.Out.11 - 21:00 |  Atualizado em 23.Jul.14 - 10:59

O caminho das Índias

No Rio de Janeiro, a exposição "Índia"! reúne 380 obras de uma cultura milenar cuja participação é cada vez maior no cenário internacional

Juliana Dal Piva

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DEUSA MÃE
A peça em terracota veio da Alemanha e data do ano 200 a.C.

De uma escultura datada de 200 a.C., retratando uma deusa mãe, a flagrantes da campanha pela independência encabeçada pelo líder pacifista Mahatma Gandhi, a megamostra “Índia”!, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, a partir da quarta-feira 12, propicia uma viagem multifacetada pela cultura desse país asiático cuja participação é cada vez maior no cenário internacional. Com peças vindas de museus da Alemanha, Suíça, Holanda e também do Brasil, a exposição reúne achados arqueológicos, arte popular, móveis, fotografias e objetos varia­dos.“Fizemos um recorte do que achamos mais importante para o público entender essa cultura milenar e sob medida para os brasileiros”, diz o curador-geral da exposição, o holandês Pieter Tjabbes. Planejada há um ano, totaliza 380 obras, número que faz jus à sua ambição de abrangência.

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CENA RELIGIOSA
Pintura do século XVIII retratando a redenção de Ahalya

No andar térreo do prédio, os visitantes são recepcionados por uma escultura do tradicional deus Ganesh e por outra escultura gigantesca, de cinco metros de altura, feita pelo artista contemporâneo Ravinder Reddy, representando as migrações no mundo. Com uma população de mais de 1,2 bilhão de habitantes, a Índia reúne cerca de 200 etnias e essa diversidade aparece retratada por meio do cotidiano de seu povo em objetos de uso religioso ou doméstico, como máscaras, esculturas de bronze, pintura sobre tecidos e vestimentas feitas com técnicas variadas de tecelagem. A ênfase na manufatura de tecidos se deve à importância que essa atividade tem para o país – ela foi defendida inclusive pelo próprio Gandhi. No plano espiritual, as principais religiões – hinduísmo, budismo, jainismo, islamismo e cristianismo – ganham ênfase em 50 esculturas de diferentes períodos, pinturas, objetos, fotos e documentários. Como aconteceu no passado com as bem-sucedidas mostras sobre o mundo árabe e a cultura africana, a intenção é didática. “No Brasil, o que se sabe sobre esse país é o que mostrou a novela ‘Caminho das Índias’”, diz Tjabbes.

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