ISTOÉ 35 anos
|  N° Edição:  2185 |  23.Set.11 - 21:00 |  Atualizado em 25.Mai.12 - 00:16

O povo ocupa as ruas para eleger seu presidente

25 de janeiro de 1984

chamada.jpg 

Diante do clima de distensão política e gradual retorno do Brasil à normalidade institucional, mesmo em meio ao regime militar, um grande contingente da sociedade se mobilizou para reivindicar a escolha do presidente do País por voto direto. Assim nasceu o movimento Diretas Já, que, em 1983 e 1984, levou às ruas de várias cidades brasileiras milhares de pessoas. A primeira dessas manifestações ocorreu no município pernambucano de Abreu e Lima, em Pernambuco, no dia 31 de março de 1983. No entanto, foi em 1984 que a mobilização ganhou força, depois que o deputado federal Dante de Oliveira (PMDB-MG) passou a recolher assinaturas para apresentar uma proposta de Emenda Constitucional restaurando o voto direto para a presidência. Passaram, então, a ocorrer os maiores comícios. Na Praça da Sé, em São Paulo reuniram-se 500 mil pessoas (foto). Na Candelária, no Rio de Janeiro, compareceram 1 milhão, e no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, cerca de 1,5 milhão de pessoas aplaudiam os discursos. No palco, políticos como Luiz Inácio da Silva, Fernando Henrique Cardoso e Tancredo Neves se juntavam a artistas e intelectuais. Alinhada com os anseios democráticos da Nação, ISTOÉ registrou em suas páginas todos os passos do movimento, mesmo quando boa parte dos meios de comunicação optava pelo silêncio.
A Emenda Dante de Oliveira, porém, foi votada no dia 25 de abril daquele ano e rejeitada na Câmara dos Deputados.
O Brasil só teria eleições diretas quatro anos depois. 

img1.jpg

img.jpg

Cathy

EM 21/10/2011 02:07:31

Thought it wulodn't to give it a shot. I was right.


OS BRASILEIROS NÃO SABEM VOTAR

EM 23/09/2011 22:12:20

ATÉ HOJE O POVO NÃO APRENDEU A VOTAR.





publicidade
índice de matérias edições anteriores edições especiais assine a revista

© Copyright 1996-2011 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.