2014
|  ISTOÉ Online |  29.Jul.11 - 16:19 |  Atualizado em 20.Mai.13 - 23:40

Evento do Rio para Blatter e Fifa é marcado por gafes

Governador e prefeito insistem que final da Copa seja na cidade

Do Portal Terra

000_Mvd1628996.jpg

O evento era para assinar o contrato do IBC, centro onde ficarão as emissoras de televisão durante a Copa do Mundo de 2014, mas se transformou em uma propaganda da Prefeitura do Rio para o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o secretário geral Jeróme Valcke. A cerimônia acabou, no fim das contas, marcada por uma sucessão de gafes, que arrancou risadas contidas dos jornalistas que estavam no local.
 
Logo no cumprimento inicial entre o prefeito Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral e a comitiva da Fifa, Blatter notou que nas bandeiras hasteadas no Palácio da Cidade estava a dos Jogos Olímpicos e não tinha a da Fifa. Paes, rapidamente, tentou contornar a falha apontando para uma bandeira pequena ao fundo com o logo da Copa do Mundo de 2014. Em seguida, Paes entregou a chave da cidade ao presidente da Fifa e apontou para um grande cartaz em que trazia as inscrições "Rio Capital da Copa". A cidade se autointitulou com este status. 
 
No começo da entrevista, mais alguns momentos constrangedores. Primeiro, quando Paes foi discursar, o prefeito se deu conta que tanto Blatter como Valcke estavam sem o aparelho de tradução. A assessoria da Prefeitura rapidamente correu para levar um, mas que não funcionava.
 
Em seguida, levaram outro para Blatter, que deixou cair no chão. A situação atrasou um pouco o discurso do prefeito, que só seguiu sua fala após Blatter falar que não precisava de tradução. O prefeito aproveitou a chance para fazer lobby para a capital fluminense ser sede do sorteio final da Copa do Mundo, que acontece em dezembro de 2013.
 
Depois de escutar os discursos de Paes, Cabral e do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, foi a vez de Blatter assumir o microfone. Misturando o português, com o espanhol e com o inglês, o presidente da Fifa entrou no embalo do prefeito e falou que esperava falar português melhor quando voltasse para o sorteio final, talvez no Rio de Janeiro.
 
A afirmação de Blatter foi seguida por um momento de entusiasmo de Sérgio Cabral, que tentou puxar uma salva de palmas pela "confirmação" do sorteio, e por uma cara sem graça de Jeróme Valcke, que nessa quinta, em evento com a imprensa brasileira, já tinha dito que queria que outra cidade fosse sede do sorteio final.
 
Em seu discurso, Blatter ainda se atrapalhou com a língua portuguesa e chamou Sérgio Cabral de vice-governador umas três vezes, sendo corrigido pelo próprio político, e ainda questionou o slogan adotado pela Prefeitura: "os 190 milhões de brasileiros também acham o Rio, a capital da Copa?". Seguido por um "simmm", de parte da plateia e do prefeito.
 
O presidente da Fifa, por fim, brincou com a assinatura do contrato para a sede do IBC, dizendo que Paes queria correr para que ele assinasse logo e ele nem conseguiu ler as entrelinhas: "espero que esteja tudo certo. Estou na base da confiança", disse Blatter, antes de cumprimentar as mãos dos políticos e seguir para o seu hotel
 
"Capital da Copa"
 
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, recebeu das mãos de autoridades nesta sexta-feira a chave do Rio de Janeiro. O evento serviu para a assinatura formal do contrato da sede do centro de mídia (IBC) da Copa do Mundo de 2014 na cidade.
 
O prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, recebeu uma flâmula da Fifa das mãos de Blatter e destacou a importância que o Rio terá no Mundial. "O Rio vem lutando desde 2007 para ter o papel de protagonismo. Nós nos auto-declaramos a capital da Copa do Mundo", disse ele, para quem "não há outro lugar que não seja o Rio" para receber a final do torneio de 2014, no dia 13 de julho.
 
Também presente à cerimônia, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, declarou que o Rio merece o status de maior centro do Mundial. Além do IBC e, provavelmente, da final do Mundial no Maracanã, a cidade será palco do sorteio das Eliminatórias, neste sábado, na Marina da Glória.
 
"Desde o início deste processo, não só o Eduardo como prefeito, mas Sérgio Cabral (governador) deram maior apoio para trazer a Copa do Mundo ao Brasil. Por isso que o Rio faz por merecer toda a participação que vai ter", disse o dirigente, que também preside o COL (Comitê Organizador Local) do Mundial.

Irineu Coutinho

EM 02/08/2011 08:46:49

E esse circo mal feito custou R$ 30 MILHÕES ? Faltou tudo pra essa gente. Bom senso, ética, caráter e cuidado com a coisa pública. Colocar dinheiro publico em festa de meia dúzia aí já é demais. Festa desse tipo já custou só R$2M em outros lugares. Brasil rico! Esse Pais tem sangue frio, mesmo.-


Elora

EM 02/08/2011 05:34:58

That's not even 10 muinets well spent!


Hermes Rocha

EM 29/07/2011 18:42:15

Infelizmente é o que vamos apresentar ao mundo. Esse pessoal que aí está só sabe fazer politicagem barata quando não só para enriquecer às nossas custas. Estamos muito longe da seriedade de anfitriões da copa de 2014.


alcachofra

EM 29/07/2011 17:57:16

Onde políticos se metem só dá merda. Parece que 2014 será um bosta.





publicidade