Carlos Vergara viajante ? obras de 1965 a 2003 (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo)
Espalhada por coleções particulares, a obra dos grandes nomes da arte brasileira raramente pode ser vista em conjunto
Ivan Claudio
Espalhada por coleções particulares, a obra dos grandes nomes da arte brasileira raramente pode ser vista em conjunto, razão suficiente para tornar imperdível esta bela retrospectiva do artista gaúcho radicado no Rio de Janeiro. A curadoria de Paulo Sergio Duarte – autor do livro Carlos Vergara, lançado paralelamente à mostra – soube equilibrar as várias fases do pintor e desenhista, desde seus primeiros passos como neo-expressionista até as radicais experiências com pigmentos naturais de diversas regiões do País, iniciadas no final
da década de 1980. Aluno de Iberê Camargo, Vergara entrou com o
pé direito na vanguarda dos anos 1960 com trabalhos que injetavam política no ideário da pop arte, caso de Auto-retrato com índio Carajá (1968). Sem deixar nenhuma lacuna na reconstituição da trajetória
de Vergara, a retrospectiva de 60 trabalhos remontou, inclusive,
as antológicas instalações Berço esplêndido (1968) e Empilhamento (1969), feitas numa época em que trabalhos ambientais nem tinham
esse nome.
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