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|  N° Edição:  2038 |  26.Nov.08 - 10:00 |  Atualizado em 24.Mai.12 - 18:38

A maior do mundo

Por US$ 52 bilhões, a belgo-brasileira InBev compra a Budweiser e passa a controlar 25% do mercado

Economia & Negócios

A maior do mundo
Por US$ 52 bilhões, a belgo-brasileira InBev compra a Budweiser e passa a controlar 25% do mercado

i77021.jpgAgora é oficial. A InBev, resultado da fusão entre a belga Interbrew e a brasileira AmBev, tornou-se a maior cervejaria do planeta (cerca de 25% do mercado mundial) após assumir o controle da americana Anheuser-Busch, a fabricante da Budweiser. O anúncio da conclusão do negócio foi feito na terça-feira 18, após o pagamento de US$ 52 bilhões aos acionistas da companhia americana.

Nessa lista estão figuras conhecidas da política, como John MCain (candidato derrotado ao governo dos Estados Unidos), e do mundo econômico, como o financista Warren Buffett. Além disso, foram desembolsados outros US$ 2,8 bilhões relativos a despesas bancárias e ao pagamento antecipado de dívidas da Anheuser-Busch. Com isso, a InBev amplia significativamente um portfólio que reúne grifes globais como Budweiser, Stela Artois, Quilmes, Beck's e Brahma.

A transação coroa o estilo controvertido, mas altamente eficiente, de gestão e negociação criado pelo grupo liderado pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. O comando da nova empresa, batizada de ABInBev, caberá ao número 1 da InBev, o brasileiro Carlos Brito. Sua primeira missão será digerir um gigantesco passivo de US$ 65 bilhões, resultado de um empréstimo contraído com um pool formado por dezenas de instituições financeiras, entre as quais BNP Paribas, Deutsche Bank e Santander.

Para liquidar a primeira parcela da dívida, que vence em 17 de junho de 2009, Brito anunciou que a idéia é vender ativos que não fazem parte do foco da companhia. A relação inclui parques temáticos que a empresa mantém nos Estados Unidos, como o Sea World, situado na Flórida. Uma fábrica de embalagens também deverá ser alienada. Os donos da InBev conseguiram se resguardar de eventuais efeitos causados pelo sobe-e-desce da economia global, fixando em 3,875% ao ano boa parte da taxa de juros incidente sobre o megaempréstimo.

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