Minha vida dá um livro
Cresce o mercado editorial das biografias de anônimos, pessoas comuns que desejam registrar a própria história
Adriana Prado e Wilson Aquino
Quando completou 80 anos de idade, em dezembro, a carioca Sonia Roiter decidiu escrever sua autobiografia. Ao olhar para o passado, teve certeza de que tinha vivido acontecimentos tão díspares, interessantes e comoventes que, sem dúvida, dariam um livro. E deu. Com o inequívoco nome de “Minha Vida”, sua história ganhou uma bonita edição de 40 exemplares, bancada por um dos filhos e distribuída entre irmãos, sobrinhos e netos. “Temos na nossa cabeça diversas gavetinhas. No momento em que você abre uma, descobre tanta coisa que sente o impulso de vasculhar as outras”, explica Sonia. Diretora do Museu da Pessoa, que reúne depoimentos em áudio de gente desconhecida em São Paulo, a historiadora Karen Worcman vê com otimismo a iniciativa. “A coisa mais singular que a gente tem é a nossa história e o fato de poder contá-la é muito gratificante.” Que o diga dona Sonia: impulsionada pelo sucesso domésticode sua autobiografia, ela escreve nova obra, um suspense policial ambientado num orfanato inglês. Nasce uma escritora.


Elayne
EM 10/05/2010 12:06:05
Parabéns pela materia. Olha eu com meus 52 anos, tenho um sonho de também escrever um livro. Meu objetivo seria de contar meus sofrimentos, alegrias, conhecimentos, perdas, tem de tudo. Sei que daria até para fazer um filme, de fatos reais.compraria uma casa com o dinheiro do livro ou filme. é isso.
Emerson Monteiro
EM 17/01/2010 07:32:38
Matéria por demais interessante, bem aos moldes do que produz a IstoÉ. Algo diz respeito, neste conteúdo, que os tempos se tornaram mais transparentes, e que a tecnologia da informação atualiza sobremaneira as possibilidades para chegar às pessoas o poder da boa informação.
publicidade
"Essa bola é minha"
Marcelo de Lima Henrique, Marcelo de Lima Henrique, juiz de futebol, ao encerrar disputa sobre quem ficaria com a bola da partida
