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Racha na bancada ruralista
Dois pesos pesados da bancada ruralista entraram em guerra, os deputados
Xico Graziano (PSDB-SP) e Delfim Netto (PPB-SP). Nos próximos dias,
Graziano apresentará ao ministro da Agricultura, Pratini de Moraes,
um dossiê contra dois apadrinhados de Delfim na Ceagesp, Homero
Rodrigues Leite e Miguel Apolônio, este último sobrinho do ex-superministro
da Fazenda. Segundo Graziano, os dois estão por trás da contratação
por seis meses da Gocil Serviços de Vigilância e Segurança pela
Ceagesp pagando-se a módica quantia de R$ 790 mil. Desse total,
R$ 237 mil serão adiantados. Graziano afirma que a Gocil concorreu
com outras quatro empresas pertencentes ao mesmo dono da vencedora.
A história, de fato, corre solta nos bastidores da Ceagesp, que
foi entregue ao governo federal como parte da dívida do Estado de
São Paulo. Pelo sim, pelo não, o Sindicato dos Permissionários dos
Armazéns já avisou: no próximo dia 5, não serão pagos os aluguéis
majorados pelo novo esquema de segurança.
“Não quero não. É muita coisa pra ler”
Resposta do deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), quando
sondado para assumir a relatoria do Plano Plurianual
Vodu na política
A bancada de Antônio Carlos Magalhães no Congresso está tiririca
com o ministro da Saúde, José Serra. Os parlamentares carlistas
atribuem a Serra poderes de feiticeiro do mau. É que, na sexta-feira
24, ele lançou, em Salvador, o mutirão nacional de cirurgias de
próstata. Três dias depois, ACM viu-se obrigado a baixar hospital
para fazer o tal exame. Em tempo: preocupada, agora toda a bancada
baiana resolveu também fazer o mesmo exame.
Faxina de meio milhão
O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) contratou,
sem licitação, a empresa Nova Rio Serviços Gerais para fazer a faxina
de sua sede nos próximos seis meses. Como a grana anda alta no governo
federal, o Inpi está pagando a bagatela de R$ 535 mil pela limpeza.
Desconfianças no ar
A reunião patrocinada pela cúpula do PFL entre o relator da reforma
tributária na Câmara, Mussa Demes (PI), e o secretário da Receita,
Everardo Maciel, deixou em maus lençóis o deputado. Tanto o alto
clero pefelista como a área econômica do governo agora andam dizendo
que Mussa insiste na vinculação do imposto verde para o Ministério
dos Transportes porque recebeu um sopro do ministro peemedebista
Eliseu Padilha. E que na proposta de adiar para 2023 o fim dos subsídios
na Zona Franca de Manaus os ventos partiram de empresários locais.
Ecos do porta-voz
Carlos Velloso, presidente do STF, conseguiu um apoio importante
na briga com o Palácio do Planalto em torno da fixação do teto salarial
diferenciado para servidores dos Três Poderes. Ele telefonou para
o presidente da Câmara, Michel Temer, logo após a derrubada da contribuição
dos inativos pelo STF. Velloso deixou claro que continua irritado
com o governo desde que o porta-voz George Lamaziére negou que FHC
tivesse aceitado discutir uma solução emergencial para o impasse
do teto. Obteve solidariedade imediata: “Eu estava na reunião. Se
quiser, venho a público testemunhar a seu favor.”
Rápidas
- Trinta funcionários do Detran de Goiás foram presos. A polícia
descobriu que, com colegas do Detran paulista, eles formam uma
quadrilha de lavagem de multas transferindo placas entre os Estados.
- Em tempo: o problema do presidente do Senado, Antônio Carlos
Magalhães, não é a próstata. O que deixa os médicos mais preocupados
com o cacique baiano é o alto índice de glicose no sangue.
Por TALES FARIA
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