Sindicatos debatem redução da jornada amanhã na Fiesp
Ana Conceição
Sindicalistas representantes de várias categorias reúnem-se amanhã com dirigentes patronais na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para negociar a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem corte de salários. O encontro está previsto para as 10h30. Devem participar representantes de sindicatos dos metalúrgicos, químicos, da indústria de alimentos, construção civil e vestuário. A redução da jornada de trabalho para 40 horas tramita há 15 anos no Congresso e, neste ano, as centrais e os sindicatos aumentaram a pressão pela votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231/95, que trata do assunto. As centrais argumentam que com menos horas trabalhadas cerca de dois milhões de empregos serão criados. A proposta já foi aprovada por uma comissão especial da Câmara e precisa ser votada em dois turnos pelo plenário. "Enquanto o Congresso Nacional não vota a redução da jornada, estamos mobilizando os trabalhadores em todo Estado de São Paulo e buscando a negociação direta com os sindicatos patronais e as fábricas", afirma Claudio Magrão, presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo. A PEC que trata da redução enfrenta resistência no Legislativo e das empresas. O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), defende uma proposta intermediária: redução para 43 horas em 2011 e para 42 horas em 2012. Em declaração recente, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, argumentou que diversas experiências internacionais mostram que objetivo do projeto - aumento dos postos de trabalho - não será alcançado. Também disse que a redução do período semanal de trabalho de 48 para 44 horas, estabelecida pela Constituição de 1988, "não criou um emprego sequer". Copyright © 2010 Agência Estado. Todos os direitos reservados.
Assuntos Relacionados
Ultimas Notícias
publicidade
"O PT nunca foi contra. Uma coisa é privatização no setor de energia. Outra é tratar de concessão em setores não tão importantes"
Marco Maia, presidente da Câmara, sobre a privatização dos aeroportos"Não fui herói. Vi uma pessoa sento agredida e pedi para eles pararem. Aí aconteceu o que aconteceu. Faria tudo de novo"
Vítor Cunha, universitário que, ao defender um mendigo que estava sendo espancado por jovens, acabou surrado"Em caso de frio intenso, recomendo aos sem-teto que evitem sair de casa"
Nora Berra, secretária de Estado de Saúde da França
