Defesa falha e Vasco perde na estreia da Libertadores
Tiago Rogero
No retorno à Copa Libertadores após 11 anos fora, o Vasco decepcionou a torcida e perdeu para o Nacional (Uruguai), por 2 a 1, nesta quarta-feira, em São Januário. Os vascaínos não repetiram o bom futebol do ano passado e das primeiras rodadas do Campeonato Carioca, no qual a equipe tem 100% de aproveitamento. O próximo jogo pela Libertadores é só no dia 6 de março, contra o Alianza Lima (Peru), também no Rio. A zaga, grande trunfo do Vasco para a temporada, falhou nos dois gols do time rival. O ídolo da torcida Dedé, contra, fez o primeiro para os uruguaios. O companheiro de zaga, Rodolfo, contratado no início do ano, tentou sair jogando no campo de defesa e perdeu a bola que originou o segundo gol. O Vasco diminuiu, já no segundo tempo, e, empurrado pela torcida, quase chegou ao empate. Mas prevaleceu o bom futebol do time uruguaio. Ao fim do jogo, o técnico Cristóvão Borges deixou o campo aos gritos de "burro" da arquibancada - a torcida queria ver Bernardo em campo, no segundo tempo, e reclamou da substituição do meia Felipe pelo atacante Tenorio. Foi a primeira derrota do time desde que os jogadores deixaram de se concentrar, em protesto contra o atraso no pagamento de salários. O próximo jogo do Vasco é um clássico, domingo, contra o Fluminense, no Engenhão, pelo Campeonato Carioca. O JOGO - No início da partida, as duas equipes conseguiam chegar ao ataque, mas sem objetividade. A primeira boa chance foi só aos 22 minutos. Após bela troca de passes, todos de primeira, entre Felipe, Diego Souza e Alecsandro, Diego driblou o zagueiro e entrou na área. De frente para o goleiro, bateu muito forte, e a bola subiu demais. Aos 27 minutos, começou a sequência de ataques do Nacional. Cabrera recebeu livre dentro da área, ajeitou e bateu cruzado, mas a bola saiu. O gol saiu dois minutos depois. Após cobrança de escanteio de Viudez, o zagueiro Dedé, que marcava Scotti, desviou a bola e tirou da jogada o goleiro Fernando Prass. O Nacional ainda teve chance de marcar o segundo aos 31, com Viudez, e 43, com Sanchez. Aos 46, o árbitro marcou falta na entrada da área sobre Diego Souza, após mais uma linda jogada do meia, que driblou dois zagueiros e foi derrubado pelo terceiro. Juninho cobrou no meio do gol, fácil para o goleiro Burián. Logo na volta do intervalo, no primeiro minuto, o Nacional ampliou. Rodolfo tentou sair para o jogo e perdeu a bola, no campo de defesa. A bola sobrou para Viudez, que fez ótimo cruzamento para Sánchez. Sozinho na área, de peixinho, o atacante marcou, sem chance para Prass. Aos 5, o time uruguaio perdeu ótima chance para ampliar. Felipe perdeu bola na entrada da área do Nacional. No contra-ataque, Viudez deixou Sánchez cara a cara com Prass. O atacante driblou o goleiro vascaíno e, de frente para o gol, chutou por cima. O único gol do Vasco foi aos 28. Diego Souza deu lindo passe para Juninho, que cruzou rasteiro para a pequena área. Alecsandro se antecipou ao zagueiro e bateu firme: 2 a 1. Aos 38, embalado pela torcida, o Vasco teve a chance do empate. Diego Souza tocou para Thiago Feltri, dentro da área, mas o goleiro uruguaio saiu bem e abafou o chute do lateral. FICHA TÉCNICA: VASCO 1 x 2 NACIONAL VASCO - Fernando Prass; Max (Felippe Bastos), Dedé, Rodolfo e Thiago Feltri; Eduardo Costa, Nilton, Juninho Pernambucano e Felipe (Tenorio); Diego Souza e Alecsandro. Técnico: Cristóvão Borges. NACIONAL - Burián; Nuñez, Scotti (Viera), Rolín e Placente; Romero (Abero), Damonte, Calzada e Cabrera; Viudez e Sánchez (Recoba). Técnico: Marcelo Gallardo. GOLS - Scotti, aos 29 minutos do primeiro tempo; Sánchez, a 1, e Alecsandro, aos 28 minutos do segundo tempo. ÁRBITRO - José Buitrago (COL). CARTÕES AMARELOS - Placente, Damonte, Scotti, Viudez, Cabrera, Rodolfo, Fellipe Bastos e Juninho. CARTÃO VERMELHO - Renato Silva (no banco). RENDA - R$ 705.875,00. PÚBLICO - 13.929 pagantes. LOCAL - Estádio São Januário, no Rio. Copyright © 2012 Agência Estado. Todos os direitos reservados.
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"Não tem essa história de dois lados. Um lado já foi suficientemente condenado, assassinado, desaparecido"
Paulo Sérgio Pinheiro, integrante da Comissão da Verdade
