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HOME: ISTOÉ SP: DIA DAS MÃES 2004
Max G. Pinto  
Dona Filomena aos 18 anos, nos tempos atuais e com o marido Paulo Cochrane Suplicy e os onze filhos, Ronald, Ana Maria, Anésio, Roberto, Luís, Eduardo, Maria Thereza, Besita, Paulo, Vera e Marina  

Álbum de família
Uma breve história
do tempo
A publicitária Maria Thereza Lara
Campos, 73 anos, filha mais velha
da matriarca Filomena Matarazzo
Suplicy - 95 anos, 37 netos e 55
bisnetos - escreve um texto em
que sintetiza a trajetória de sua mãe

Pediram-me para escrever sobre minha mãe. Não saberia falar dela sem falar de mim e de todos os meus irmãos. Por isso, aqui vai uma tentativa. Eu, Maria Thereza, nasci em maio de 1930, depois de meu pai de sangue, Anésio, ter falecido em março, dois meses antes. Isso quer dizer que minha mãe, Filomena, casou-se com meu pai quando tinha 19 anos e ficou viúva com 21 e teve seu segundo filho (eu) com a mesma idade. Anésio, seu primeiro filho, nasceu após dez meses de casada. Diz minha mãe, até hoje, que foi e é muito feliz porque sempre soube aceitar as coisas da vida. Quando eu tinha três anos e meu irmão quatro, minha mãe casou-se novamente com quem eu chamo de meu pai de criação, Paulo. Em nove anos, ela teve mais oito filhos e depois de mais nove anos teve outro filho, Luís. Somos cinco filhas: Maria Theresa, Besita, Vera, Ana Maria e Marina. E eram seis filhos: Anésio, Paulo, Eduardo, Roberto, Ronald e Luís. Luís, o mais jovem, partiu deste mundo há três anos e meio. A Filomena, minha mãe, sobreviveu a todos esses reveses e continua se sentindo muito feliz. As coisas ruins ela esquece todas. As boas ela procura viver da melhor forma possível.