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| Dona Filomena aos 18 anos, nos tempos atuais
e com o marido Paulo Cochrane Suplicy e os onze filhos, Ronald,
Ana Maria, Anésio, Roberto, Luís, Eduardo, Maria Thereza, Besita,
Paulo, Vera e Marina |
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| Álbum de família |
Uma breve história
do tempo |
A publicitária Maria Thereza Lara
Campos, 73 anos, filha mais velha
da matriarca Filomena Matarazzo
Suplicy - 95 anos, 37 netos e 55
bisnetos - escreve um texto em
que sintetiza a trajetória de sua mãe |
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Pediram-me para escrever sobre minha mãe. Não saberia
falar dela sem falar de mim e de todos os meus irmãos. Por
isso, aqui vai uma tentativa. Eu, Maria Thereza, nasci em maio de
1930, depois de meu pai de sangue, Anésio, ter falecido em
março, dois meses antes. Isso quer dizer que minha mãe,
Filomena, casou-se com meu pai quando tinha 19 anos e ficou viúva
com 21 e teve seu segundo filho (eu) com a mesma idade. Anésio,
seu primeiro filho, nasceu após dez meses de casada. Diz
minha mãe, até hoje, que foi e é muito feliz
porque sempre soube aceitar as coisas da vida. Quando eu tinha três
anos e meu irmão quatro, minha mãe casou-se novamente
com quem eu chamo de meu pai de criação, Paulo. Em
nove anos, ela teve mais oito filhos e depois de mais nove anos
teve outro filho, Luís. Somos cinco filhas: Maria Theresa,
Besita, Vera, Ana Maria e Marina. E eram seis filhos: Anésio,
Paulo, Eduardo, Roberto, Ronald e Luís. Luís, o mais
jovem, partiu deste mundo há três anos e meio. A Filomena,
minha mãe, sobreviveu a todos esses reveses e continua se
sentindo muito feliz. As coisas ruins ela esquece todas. As boas
ela procura viver da melhor forma possível.
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