ESPANHA
– 1982
O inesquecível Paolo Rossi
Parecia ser a maior barbada desde a Copa do Mundo de 1970.
Cerezzo, Falcão, Sócrates, Zico: o Brasil abria
mão dos pontas fixos e jogava com um quadrado
mágico no meio de campo, inspirado pelas idéias
de fair play e futebol arte do talentoso
e exigente técnico Telê Santana. Até a
estréia, na Espanha, as feras de Telê fizeram
32 partidas. Foram 25 vitórias, cinco empates e apenas
duas derrotas.
Tendo em Leandro e Júnior dois laterais com habilidade
de atacante, e em Éder um chute poderoso que parecia
a patada atômica de Rivelino rediviva, o
Brasil colecionava goleadas. Não tomou conhecimento
nem da Argentina do fenômeno Maradona. Nas quartas-de-final,
bastava-nos um empate contra uma Itália que entrara
na Copa desfalcada do craque Bettega, fizera campanha medíocre
na primeira fase (três empates) e estava brigada com
a imprensa de seu país.
Mas o centroavante Paolo Rossi, que até então
não marcara no Mundial e vinha de longa suspensão
por envolvimento em um escândalo de fabricação
de resultados na loteria esportiva italiana, resolveu desencantar
contra o Brasil. Com três gols, deixou o mundo atônito
ao mandar a melhor seleção do torneio de volta
para casa. Rossi anotaria mais três tentos nas duas
partidas seguintes, garantindo o tri da Azzurra.
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