
"Vi uma bola de fogo e ouvi uma explosão. Ele caiu como uma folha de árvore incandescente" - a frase é da espanhola Martha Natividad de las Rosas. "Foi o que há de mais parecido com o inferno" - a frase é da também espanhola Goretti Alvarez. A "folha de árvore" e o "inferno" mataram 153 pessoas e feriram outras 19 no meio da tarde da quarta-feira 20, no Aeroporto de Barajas, em Madri, no acidente com um avião McDonnell MD 82 da companhia Spanair. Entre os mortos está o brasileiro Ronaldo Gomes Silva, paraense de 28 anos. Goretti iria embarcar nesse vôo, mas desistiu porque o bilhete para o arquipélago das Canárias, da empresa Ibéria, custou-lhe dez euros menos. Martha estava no aeroporto somente por estar, passeando, quando testemunhou o acidente: o MD 82 decolou, ganhou pouquíssima altura, pegou fogo (motor esquerdo), caiu, arrastou-se para fora da pista, explodiu e partiu- se em dois. Seu destino era Las Palmas, capital das Ilhas Canárias. Na aeronave havia 162 passageiros (entre eles, dois bebês que sobreviveram) e dez tripulantes. Foi o pior acidente aéreo na Europa nos últimos dez anos.

SERIAL KILLER NO AR
Desde 2003, aproximadamente 400 pessoas morreram (sem considerar as vítimas da quarta-feira passada) em acidentes envolvendo aviões McDonnell Douglas da série 80 (é dessa família o MD 82) |