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| Christiane nos anos 70... |
...e hoje: perda da guarda do filho |
Dependente química de heroína e mergulhada no submundo da marginalidade de Berlim nos anos 70, Christiane Felscherinow tornou-se famosa em todo o mundo ao narrar a tragédia de sua vida no best seller Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída, livro que inspirou o filme homônimo, também sucesso mundial de bilheteria. Seu sofrimento tornou-se um libelo contra as drogas e colocou na ordem do dia o controverso princípio terapêutico de redução de danos – no caso da heroína, substitui- se essa substância pelo medicamento metadona, que dá quimicamente ao organismo a “ilusão” da heroína, mas elimina as doídas e desesperadas contrações musculares da abstinência. Ela usou a droga pela primeira vez aos 13 anos num show de David Bowie e a partir daí se prostituía para conseguir dinheiro e manter o vício. Dois anos depois foi presa por tráfico. Nunca mais se ouvira falar de Christiane, agora com 46 anos, até que na terça-feira 13 a imprensa alemã noticiou que ela recaíra e perdera a guarda do filho. No início de 2008, Christiane e o namorado decidiram se mudar para a Holanda e levar o filho, e foi aí que a Justiça tomoulhe a criança – mas ela a raptou e foi para Amsterdã, onde retornou ao vício. Retornou à Alemanha em junho, entregou o menino às autoridades e desfez o namoro. Está desempregada. Foram três décadas sem heroína, tomando diariamente pequenas doses de metadona. “É para não cair novamente no buraco”, dizia ela aos médicos.