Há sete anos, a publicitária paulista Renata Guimarães Archilla levou três tiros no rosto disparados por um homem vestido de Papai Noel - ele fingia distribuir balas aos motoristas, num sinal de trânsito, quando a alvejou num bairro nobre de São Paulo. Ela sobreviveu, passou por oito cirurgias plásticas e hoje, aos 28 anos, tem apenas uma cicatriz. Na terçafeira 12 a polícia finalmente prendeu os mandantes do crime: o pai e o avô de Renata, respectivamente os empresários Renato Garembecki Archilla e Nicolau Archilla Messa. Desde o início, o Ministério Público desconfiou de familiares, já que havia muitas brigas entre eles envolvendo questões financeiras. Renato demorou 12 anos para reconhecer, na Justiça, Renata como sua filha (fruto de um relacionamento na juventude). Condenado em 2001 a pagar-lhe todas as pensões alimentícias atrasadas, planejou o crime juntamente com o pai. O falso Papai Noel já estava preso, mas nunca apontou os mandantes.