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VIGILÂNCIA Em Controle II, de Regina Parra, a pintura sob a ótica das câmeras ocultas |
Relações afetivas: Troque o "POR QUE" pelo "O QUE" ou "COMO"
SITUAÇÃO: O marido chega em casa exausto depois de um dia de trabalho. Durante o jantar, sem apetite, deixa o prato pela metade. A mulher, depois de horas na cozinha preparando a refeição, interpreta a atitude do marido com uma pergunta-acusação. "Por que você não gostou da minha comida?!", conclui. A palavra "por que" gera um ciclo de questionamentos sem solução, não leva à ação, e, geralmente, vem acompanhada da interpretação sumária do fato (para a mulher, a única explicação possível para a falta de apetite do marido é o sabor da sua comida).
SOLUÇÃO: "O que aconteceu com você hoje?" e "como posso te ajudar a resolver o problema?" A expressão "o que" amplia as possibilidades de interpretação do fato. A palavra "como" sugere um interesse do interlocutor em entrar em ação para ajudar o outro. |
Faça um exercício.
1) Não pense num fundo preto de bolas brancas.
2) Não ouça o toque do seu celular.
Certamente, você acabou de enxergar o fundo de bolas brancas e ouvir o som do telefone. Isso ocorre porque nosso cérebro não reconhece a palavra "não" e processa aquilo que a sucede imediatamente. Esse é o motivo pelo qual muitas placas de advertência ao cigarro substituíram o "não fume" por "proibido fumar". Da mesma forma, quando você diz "não quero lembrar", lembra em seguida daquilo que quer esquecer. Estes são alguns dos muitos exemplos de como nossa mente pode ser programada por palavras e influenciar a percepção que temos do mundo. Com base nesta teoria, a programação neurolingüística (PNL), técnica que surgiu na década de 70 nos Estados Unidos, tem sido cada vez mais utilizada em tratamentos psicoterapêuticos, cursos de treinamento em gestão e liderança e até em disciplinas acadêmicas, alcançando altos índices de satisfação pelos resultados rápidos que proporciona. A PNL se propõe a mostrar como a linguagem pode interferir nos nossos padrões de comportamento e como é possível "reprogramar" o cérebro através das palavras, para que algo que se deseja - mudar ou alcançar - seja conquistado
A técnica foi criada pelo psicólogo Richard Bandler e pelo lingüista John Grinder, americanos que aliaram as teorias da neurolingüística (movimento iniciado no século XIX que estuda a elaboração cerebral da linguagem) à gramática transformacional de Noam Chomsky (que associa a palavra à interpretação) e às linhas de psicoterapia gestalt e behaviorista. A PNL foi trazida ao Brasil na década de 80 por alguns psicólogos interessados em inseri-la nas sessões de terapia, mas perdeu credibilidade nos anos 90, após ser pasteurizada como uma "solução para todos os males". "Alguns marqueteiros fizeram um curso de fim de semana nos Estados Unidos e voltaram ao Brasil cheios de promessas milagrosas. Transformaram a PNL em mercadoria e cobravam fortunas nas palestras para empresas", critica a psicóloga Clô Guilhermina, uma das pioneiras no Brasil e fundadora do Instituto de Programação Neurolingüística Aplicada, o primeiro a ser validado pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo. Nos últimos anos, após a iniciativa de pesquisadores em validar cientificamente a técnica no meio acadêmico, ela voltou a ser respeitada. Em maio do ano passado, foi reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia como uma prática da psicoterapia.
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Relações Profissionais: Troque o "ACHO" pelo "PENSO" ou "SINTO"
SITUAÇÃO: Numa reunião de negócios, um funcionário deve apresentar ao chefe uma proposta para resolver um problema específico. Ele diz: "Eu acho que a melhor solução para este problema é....". A palavra "achar" sugere incerteza, como se o interlocutor não tivesse elaborado a sua opinião e encontrasse aleatoriamente uma solução. Sem sentir segurança por parte do funcionário, o chefe transfere a atenção para outra pessoa.
SOLUÇÃO: "Eu penso que ...". A palavra "pensar" sugere que a idéia não foi "encontrada", mas elaborada pelo funcionário. "Eu sinto que ..." é eficaz nos casos em que os argumentos lógicos não forem suficientes, pois sugere um sentimento, uma intuição que não pode ser questionada. |
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