ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Brasil  
Imprimir
 
A capital da oposição
Ministros e marqueteiro de Lula desembarcam em Curitiba na tentativa de evitar a reeleição do tucano Beto Richa

ALAN RODRIGUES

DIVULGAÇÃO
CANTEIRO DE VOTOS O PT quer mostrar que as obras de Beto Richa têm verbas federais

Administrada pelo prefeito Beto Richa, do PSDB, Curitiba é uma trincheira da oposição ilhada pelo PMDB do governador Roberto Requião e pelo PT do presidente Lula. Nos próximos dias, com a entrada do programa eleitoral, uma tropa de elite do governo federal desembarca na capital do Paraná para tentar reverter a liderança do prefeito tucano, que aparece nas pesquisas com 72% das intenções de voto. Na agenda do PT, estão escalados a ministra Dilma Rousseff, o ministro Tarso Genro, o senador Eduardo Suplicy, além do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, marido da candidata petista, Gleisi Hoffmann, que está em segundo lugar nas enquetes eleitorais, com 13%. Em busca da vitória, a comissão palaciana “importou” até mesmo o marqueteiro do presidente Lula, João Santana, para mudar o quadro eleitoral. Como estratégia, o publicitário quer provocar a emoção do eleitor, que aprova com 73% a gestão de Beto Richa. “Temos que mostrar que o canteiro de obras que virou Curitiba tem as digitais do governo federal”, diz Gleisi. “Vamos mostrar que a parceria, que já é boa, pode ser melhor.” A missão petista não será tarefa fácil, entende a cientista política Luciane Veiga, da Universidade Federal do Paraná. “A oposição terá que buscar o voto dos novos petistas, para tentar virar esse jogo”, diz Luciane. “Novos petistas”, segundo ela, são os milhares de pessoas beneficiadas pelos programas sociais do governo federal, tipo Bolsa Família, e pelas obras do PAC.

Fenômeno eleitoral, o prefeito Carlos Alberto Richa, ou simplesmente Beto Richa, como é conhecido, isolou o PT numa estratégia de governo que pode ser chamada de maquiavélica. Durante três anos e meio, ele investiu na construção de escolas, pavimentou ruas e fez obras de hospitais e postos de saúde em redutos tradicionais do PT, explica a cientista política. E mais: na área de transporte urbano, Richa diminuiu o preço das passagens e aos domingos criou uma espécie de tarifa social, chamada de domingueira, na qual os usuários pagam somente a metade do preço da condução nos deslocamentos na cidade. Na prática, o prefeito tucano, segundo pesquisas, cumpriu 76% das promessas de campanha. Os resultados das benfeitorias deram a Richa o título de melhor prefeito do País, em 2007, pela segunda vez consecutiva. Para Gleisi, o erro do PT e dos partidos de esquerda foi não se colocarem de forma mais contundente nos últimos anos.

Na peleja pela cadeira de chefe do município, a surpresa eleitoral até o momento fica por conta do desempenho pífio do candidato apoiado pelo governador Roberto Requião (PMDB), Carlos Moreira Jr., que aparece em quarto lugar com 1% das intenções de voto. Mudar a história eleitoral de Curitiba virou questão de honra para o PT. Para isso eles vão usar, e muito, a imagem de Lula, que é bem avaliado no município. Cinco em cada dez curitibanos aprovam seu governo. Mas será que ele conseguirá transferir votos? Essa é a resposta que João Santana terá de responder. O marqueteiro do PT sabe muito bem do perfil conservador do eleitor curitibano, que dificilmente trocaria uma administração que está dando certo. E ele também tem conhecimento que há mais de duas décadas a oposição não ganha as eleições no município.

 

 

15/8/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions