Outra causa da dificuldade é a falta de experiência dos atendentes. Como há giro de mão-de-obra, muitas vezes os funcionários não passam por treinamentos e programas de qualificação suficientes para saber como lidar com situações delicadas com um bom jogo de cintura. Ana Maria acredita que as novas regras vão mudar isso também, exigindo mão-de-obra mais qualificada. “Os oportunistas vão ter menos chance no mercado. Existem muitos serviços de atendimento ao cliente que são de fachada. Esses não vão resistir às mudanças.”
Essas adaptações podem ser só o começo. Previsto para entrar em vigor em 13 de agosto, o programa “Não Importune” vai permitir que os moradores do Distrito Federal não recebam mais ligações para vendas de produtos e serviços – o chamado telemarketing ativo. Para isso, eles precisarão registrar até três linhas fixas ou móveis por pessoa num cadastro. Quem receber uma ligação 30 dias depois de inscrito, deverá recorrer ao Procon. Cada chamada feita sem consentimento custará uma multa de R$ 10 mil à empresa desobediente. A exemplo do que fizeram os deputados do Distrito Federal, até o fim de agosto a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo deve votar um projeto de lei para a criação do “Não Importune!” paulista. Se a moda pega, o setor vai precisar repensar suas estratégias.

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